sexta-feira, 10 de maio de 2013

Papa Francisco e a felicidade dos cristãos

"A felicidade é peregrina" (Papa Francisco)

“Os cristãos são homens e mulheres alegres, como nos ensinam Jesus e a Igreja. Mas o que é esta felicidade? É alegria? Não, não é o mesmo. A felicidade é um pouco mais, é uma coisa que não provém de razões momentâneas: é mais profunda, é um dom. A alegria, no fim se transforma em superficialidade e nos faz sentir um pouco ingênuos, tolos, sem a sabedoria cristã... A felicidade não. É um dom do Senhor, é como uma unção do Espírito; é a certeza de que Jesus está conosco e com o Pai”.

Certo de que “Jesus está conosco”. A este ponto o Papa se perguntou: “Podemos engarrafar a felicidade para a termos sempre conosco?”. E respondeu:
“Não, porque quando queremos ter esta felicidade só para nós, nosso coração fica ‘emburrado’ e nosso rosto não transmite felicidade, mas só melancolia, o que não é saudável. Por vezes, vemos cristãos melancólicos que parecem ‘pimenta com vinagre’, que não têm uma vida bonita. Não aparentam felicidade. Isso porque a felicidade não pode ficar parada, deve caminhar, é uma virtude peregrina, um dom que caminha pelo itinerário de nossas vidas, com Jesus: rezar, anunciar Jesus e a felicidade alonga e alarga o caminho: é uma virtude dos grandes, dos que estão acima das pequenezas humanas, dos que não se deixam envolver em picuinhas da comunidade e da Igreja, pois olham sempre ao horizonte”.

A felicidade é “peregrina”, reiterou, concluindo que o cristão é “magnânimo e não pode ser covarde”, e nestes dias, especialmente, a Igreja nos convida a pedir a felicidade e o desejo, que sustentam o cristão em seu caminho.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Liturgia vem nos convidando a prepararmo-nos para Pentecostes. Vinde Espírito Santo!

”Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15,26“Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 27E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4aEu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”. 5“Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ 6Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. 7No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. 8E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: 9o pecado, porque não acreditaram em mim; 10a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; 11e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado”. 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”. (Jo 15,26-16,15)
            Diante das promessas que o Senhor vem nos fazendo é importante que nós, seus discípulos, assumamos a atitude do acolhimento a Sua palavra. ‘O Defensor’, o ‘Espírito da Verdade’ é tudo o que precisamos para darmos testemunho da experiência que temos feito com o Senhor de nossas vidas.
            Pecado, justiça e julgamento, realidades a serem esclarecidas mediante o Espírito Santo que o Pai envia por meio de Seu Filho Unigênito. O Espírito Santo como Amor do Pai e do Filho é o transmissor da Graça, ele é a própria Graça que socorre as nossas fragilidades que nos levam a negação de Jesus nas ocasiões simples ou complicadas de nosso cotidiano. É o mesmo Espírito Santo que nos permite compreender a missão do Filho, os seus ensinamentos e o seu retorno ao Pai. E ainda, somente com o Espírito da Verdade tomaremos posse da vitória de Cristo sobre o Pecado, a Morte e a Cruz, que nos impeliu para o algo mais que Jesus quis revelar.
            Com a Igreja, no grande exemplo da primeira novena (Atos 1,13-14), preparemo-nos em oração para a vinda do Espírito Santo prometido por Jesus! E juntos clamemos: Vinde Espírito Santo!
            Estela Márcia







quarta-feira, 8 de maio de 2013

Papa Francisco reitera às religiosas: "O verdadeiro poder é o serviço"

Delegações de religiosas de todo o mundo foram recebidas pelo Papa na manhã desta quarta-feira na Sala Paulo VI, no Vaticano. As 800 irmãs, delegadas de 1900 diferentes Congregações, se reuniram nos últimos dias na Assembleia Plenária da União Internacional das Superioras Gerais, em Roma. Com elas, estava também o Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica, a quem Papa Francisco agradeceu logo no início de seu discurso. Dom João esteve domingo, 05, na Assembléia, participando de um debate e celebrando uma missa para as irmãs.


“Centralidade de Cristo, autoridade como serviço de amor, e ouvir a Mãe-Igreja”. Estas foram as três principais indicações sugeridas pelo Papa às religiosas, ao se dirigir a elas.
“O que seria da Igreja sem vocês? Faltaria o carinho, a maternidade, a ternura, a intuição das mães. “Queridas irmãs, disse Francisco, fiquem certas de que eu as acompanho de perto, rezo por vocês, mas por favor, rezem também por mim!”, pediu.
O Papa também lembrou que “adorar e servir são dois comportamentos que não se separam, mas caminham sempre juntos; e disse que obediência é ouvir a vontade de Deus e aceitar que a obediência passe através das mediações humanas”.
“Lembrem-se que a relação autoridade/obediência se insere no contexto maior do mistério da Igreja e constitui uma atuação especial de sua função mediadora”.
Outra questão recomendada para a reflexão das religiosas foi a pobreza, que – disse – não è a pobreza teórica:
“A pobreza teórica não nos interessa, a pobreza se aprende tocando a carne de Cristo pobre”; e insistiu na necessidade de que as religiosas sejam espiritualmente fecundas e neste sentido, ‘sejam mães’ e não ‘solteironas’.
O Papa Francisco passou ao segundo elemento no exercício da autoridade: o serviço, que teve seu ápice luminoso na cruz. “Para o homem, quase sempre a autoridade è sinônimo de posse, mas a autoridade como serviço è sinônimo de amor, significa entrar na lógica de Jesus que se inclinou para lavar os pés aos pobres. Quem quiser ser grande será servidor e antes ainda, escravo”.
Após criticar comportamentos carreiristas de homens e mulheres da Igreja, que usam o povo como trampolim para suas ambições pessoais, pediu às religiosas que exerçam autoridade compreendendo, amando, ajudando, abraçando todos, especialmente quem se sente excluído, nas periferias existenciais do mundo humano.
“È impossível, que uma consagrada e um consagrado não sintam com a Igreja, e a eclesialidade é uma das dimensões constitutivas de sua vocação, é um carisma fundamental para a Igreja. O ‘sentir com a Igreja’ se expressa na fidelidade ao magistério, em comunhão com os pastores e com o bispo de Roma, sinal de unidade visível”.
“O anúncio – reafirmou o Pontífice, citando Paulo VI – não é jamais um ato isolado ou de grupo. A evangelização se realiza graças a uma inspiração pessoal, em união com a Igreja e em nome dela”.





Papa Francisco: "A Verdade se recebe no encontro com Jesus". "Evangelizar não é fazer proselitismo"

          
"A evangelização não é fazer proselitismo",
disse o Papa Francisco na Missa na Casa Santa Marta, na manhã desta quarta-feira. O Papa destacou que o cristão que quer anunciar o Evangelho, deve dialogar com todos, sabendo que ninguém possui a verdade, porque a verdade é recebida a partir do encontro com Jesus. A Missa foi concelebrada pelo Cardeal Francesco Coccopalmerio e Dom Oscar Rizzato e teve a participação dos funcionários dos Serviços Gerais do Governatorado, da Chancelaria do Tribunal do Estado Vaticano.
“Os cristãos de hoje são como Paulo, que falando aos gregos no Aerópago, construiu pontes para anunciar o Evangelho sem condenar ninguém”, sublinhou o Papa Francisco, acentuando a atitude corajosa de Paulo que “se aproxima do coração” de quem o escuta, “busca o diálogo”. Por isso o Apóstolo foi verdadeiramente “um pontífice, um construtor e pontes” e não um “construtor de muros”. Isto – acrescentou – nos faz pensar nas atitudes que sempre deve ter um cristão:
“Um cristão deve anunciar Jesus Cristo de uma maneira que Jesus Cristo seja aceito, recebido, não rejeitado. E Paulo sabe que ele deve semear esta mensagem evangélica. Ele sabe que o anúncio de Jesus Cristo não é fácil, mas que não depende dele: ele deve fazer todo o possível, mas o anúncio de Jesus Cristo, o anúncio da verdade, depende do Espírito Santo. Jesus nos diz no Evangelho de hoje: ‘Quando Ele vier, o Espírito da verdade, nos revelará toda a verdade’. Paulo diz aos atenienses: “Esta é a enciclopédia da verdade. Estudem isto e tereis a verdade, a verdade”. Não! A verdade não entra numa enciclopédia. A verdade é um encontro; é um encontro com a Suma Verdade: Jesus, a grande verdade. Ninguém é dono da verdade. A verdade se recebe no encontro”.
Mas porque Paulo agiu assim? Antes de tudo – afirmou o Papa -, porque “este é o jeito” de Jesus que “falou com todos”. Com os pecadores, com os publicanos, com os doutores da lei. Paulo, então, “segue as atitudes de Jesus”":
“O cristão que quer levar o Evangelho deve seguir este caminho: escutar a todos! Mas agora é um tempo favorável na vida da Igreja: estes últimos 50 anos, 60 anos, são um tempo favorável, porque eu me lembro quando era criança que se escutava nas famílias católicas, na minha família: “Não, na casa deles não podemos ir, porque não são casados na Igreja, eh!”. Era como uma exclusão. Agora – graças a Deus – não, não se diz mais isto, não é mesmo? Não se diz mais aquilo, não é mesmo? Não se diz! Isto existia como uma defesa da fé, mas com muros. O Senhor, por sua vez, fez pontes. Primeiro: Paulo tem esta atitude, porque foi a atitude de Jesus. Segundo: Paulo tem a consciência que ele deve evangelizar, não fazer proselitismo”.
A Igreja - foi a sua reflexão citando Bento XVI -, “não cresce com proselitismo”, mas “cresce pela atração, pelo seu testemunho, pela sua pregação”. E Paulo tinha exatamente esta atitude: anuncia, não faz proselitismo. E consegue agir assim porque “ninguém duvidava do seu Senhor”. “Os cristãos que tem medo de fazer pontes e preferem construir muros – advertiu – são cristãos não seguros da própria fé, não seguros de Jesus Cristo”. Os cristãos, ao invés disto, fazem como Paulo e começam a construir pontes e seguir em frente”:
“Paulo nos ensina este caminho de evangelizar, porque assim o fez Jesus, porque é bem consciente que a evangelização não é fazer proselitismo: é porque tem segurança em Jesus Cristo e não tem necessidade de justificar-se e de buscar razões para justificar-se. Quando a Igreja perde esta coragem apostólica se torna uma Igreja parada, uma Igreja organizada, bonita, muito bonita, mas sem fecundidade, porque perdeu a coragem de ir às periferias, onde tantas pessoas são vítimas da mundanidade, da idolatria, de pensamentos débeis...tantas coisas. Peçamos hoje a São Paulo que nos dê esta coragem apostólica, este fervor espiritual, de sermos seguros. ‘Mas, Padre, nós podemos nos enganar’…..”Avante, se erras, te levante e siga em frente: este é o caminho”. Aqueles que não caminham para não errar, cometem um erro mais grave. Assim seja”.




CATEQUESE do Papa Francisco: "Espírito Santo, fonte inesgotável da vida de Deus em nós"

Mais de 80 mil fiéis e peregrinos lotaram esta quarta-feira a Praça S. Pedro para participar da Audiência Geral com o Papa Francisco. Após saudar a multidão de papamóvel, de retribuir o afeto recebido, o Papa depositou flores aos pés da pequena imagem de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, cuja festa litúrgica é celebrada no dia 9 de maio. A imagem estava posicionada ao lado da cátedra papal. O Pontífice dedicou sua catequese a mais um trecho do Credo, quando professamos com fé:
  • “Creio no Espírito Santo que é Senhor e dá a vida”. O Espírito Santo, disse, é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós. O homem de todos os tempos e de todos os lugares deseja uma vida plena e bela, justa e boa, uma vida que não seja ameaçada pela morte, mas que possa amadurecer e crescer até sua plenitude. O homem, atravessando os desertos da vida, tem sede de água viva. E Jesus nos doa esta água viva, que é o Espírito Santo, para que a nossa vida seja guiada por Deus, seja animada por Deus, seja nutrida por Ele. Esta água mata nossa sede porque nos purifica, nos ilumina, nos renova e nos transforma; nos torna partícipes da própria vida de Deus, que é Amor. Como se lê na Carta aos Romanos, é o Espírito que «faz de nós filhos adotivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!». E se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus.
“O Espírito Santo, traz aos nossos corações a própria vida de Deus, uma vida de verdadeiros filhos, num relacionamento feito de confidência, liberdade e confiança no amor misericordioso do Pai, que nos dá também um olhar novo sobre os outros, fazendo-nos ver neles irmãos e irmãs que devemos respeitar e amar.”


Divulgado programa da viagem do Papa ao Rio de Janeiro (07.05.2013 – ás 12h/Vaticano)

A programação oficial da viagem do Papa Francisco ao Brasil.
O Santo Padre chega ao Rio de Janeiro na tarde de segunda-feira, 22 de julho.
·         Será recebido no Aeroporto Internacional do Galeão/Antonio Carlos Jobim pela Presidente da República, Dilma Rousseff; pelo Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta; pelo Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis; pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e pelo prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
·         No aeroporto não serão realizadas formalidades particulares e não serão pronunciados discursos.
·         A Cerimônia de boas-vindas se realizará internamente no Palácio Guanabara. O Santo Padre se detérá por alguns minutos na Sala Presidencial do aeroporto, enquanto a Comitiva toma o seu lugar nos veículos do cortejo papal. Papa Francisco deixará o aeroporto de papamóvel em direção ao Palácio Guanabara, sede oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro, onde será realizada a cerimônia de boas-vindas; presentes os mais altos cargos do Estado, o Corpo Diplomático e algumas centenas de convidados institucionais. Além da execução dos hinos e honras militares, os discursos da Presidente Dilma e do Santo Padre; em seguida a apresentação das duas delegações (brasileira e vaticana). A Senhora Presidente acompanha o Santo Padre à Sala Verde do primeiro andar, onde se realizarão os encontros privados.
·         - breve encontro com o Governador do Estado do Rio de Janeiro e apresentação da família.
·         - breve encontro com o Prefeito da cidade do Rio de Janeiro e apresentação da família.
·         O Papa deixará o Palácio Guanabara em direção ao Sumaré, onde será a sua residência durante a permanência no Rio de Janeiro.
A terça-feira, dia 23, será estritamente privada até a manhã de quarta-feira, 24 de julho.
Na quarta-feira, 24, às 8h15 o Papa deixará o Rio de Janeiro e de helicóptero irá até Aparecida onde irá venerar a imagem de Nossa Senhora no Santuário Nacional e celebrará a Santa Missa. O Santo Padre será acolhido pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis e pelo Reitor do Santuário Padre Domingos Sávio da Silva. Papa Francisco almoçará no Seminário Bom Jesus, retornando depois ao Rio de Janeiro.
  • No final da tarde no Rio de Janeiro o Santo Padre visitará o Hospital São Francisco de Assis. O Hospital, dirigido pela Associação homônima, dedica-se seja à recuperação dos dependentes da droga e do álcool, seja na assistência médica-cirúrgica, assegurada gratuitamente aos indigentes, com cerca 500 leitos. Está previsto um discurso do Papa.
  • No início da noite Papa Francisco retornará ao Sumaré onde irá jantar de forma privada e onde pernoitará.
Na quinta-feira, dia 25, o Santo Padre celebrará no início da manhã a Santa Missa em privado na Residência do Sumaré.
  • Às 9 horas Papa Francisco deixará o Sumaré em direção ao Palácio da Cidade, onde receberá das mãos do Prefeito Paes, as chaves da cidade e irá abençoar as bandeiras oficiais dos Jogos Olímpicos e paraolímpicos.
  • Às 10 horas deixará o Palácio da Cidade e se dirigirá à Comunidade da Varginha – Manguinhos, para uma visita. A Comunidade da Varginha faz parte de uma ampla favela "pacificada" em virtude do programa de recuperação realizado pelas Autoridades brasileiras. O Santo Padre será acolhido pelo Pároco, pelo Vice-Pároco, pelo Vigário episcopal e pela Superiora das Irmãs da Caridade. Logo em seguida se dirigirá para a pequena igreja dedicada a São Jerônimo Emiliano onde encontrará alguns membros da comunidade paroquial. Na Paróquia, após um momento de oração, será abençoado o novo altar e o Papa oferecerá um presente à comunidade. O Santo Padre se dirigirá depois ao campo de futebol, onde estará reunida a comunidade. Ao longo do percurso (cerca 100 m) visitará a casa de uma família da Comunidade. Ali o Papa fará um discurso. Papa Francisco retornará depois ao Sumaré para o almoço em privado.
Às 17 horas o Santo Padre deixará novamente o Sumaré em direção da Praia de Copacabana onde terá lugar a Festa da Acolhida aos jovens participantes da JMJ.
O ato está previsto na forma de Celebração da Palavra. O Papa fará um discurso e abençoará os jovens.
Retornará depois ao Sumaré onde pernoitará.
       Na sexta-feira de manhã, dia 26, Santa Missa em privado na Residência do Sumaré.
  • Em seguida irá se deslocar em automóvel até à Quinta da Boa Vista onde às 10 horas irá confessar 5 jovens provenientes dos cinco continentes.
  • Após as confissões Papa Francisco se transferirá para o Palácio São Joaquim, residência do Arcebispo do Rio de Janeiro, o qual acolhe o Santo Padre na entrada principal.
  • O Santo Padre irá encontrar em forma reservada cinco jovens detentos. Presentes também alguns assistentes acompanhantes dos jovens detentos.
  • Em seguida o Santo Padre e o Arcebispo se dirigirão ao primeiro andar para visitar a Capela onde encontrará as Irmãs que trabalham na residência.
  • Às 12 horas o Santo Padre do balcão do Palácio rezará a oração do Angelus. Em seguida encontrará os 20 membros do Comitê Organizador e os 10 grandes patrocinadores-benfeitores da JMJ para uma saudação. Não estão previstos discursos.
  • No Salão redondo no primeiro andar do Arcebispado, o Santo Padre almoçará com S.E. Dom Tempesta e com 12 jovens de várias nacionalidades: um jovem e uma moça de cada um dos continentes mais um jovem e uma moça de nacionalidade brasileira. O almoço terá a duração de cerca 1 hora. Após o almoço o Papa retornará ao Sumaré.
  • Às 17 hora retornará à Praia de Copacabana para a Via Sacra com os jovens: o Santo Padre, depois de introduzir o ato litúrgico, acompanhará do palco o desenvolvimento da Via Sacra, e ao término pronunciará a sua alocução e concluirá a oração. Depois retornará ao Sumaré onde pernoitará.
No sábado de manhã, dia 27, Papa Francisco irá à Catedral da cidade onde celebrará a Santa Missa, às 9 horas, com os bispos da JMJ, com sacerdotes, religiosos e seminaristas.
  • Já no Teatro Municipal, às 11h30, o Santo Padre encontrará a classe dirigente do Brasil; presentes políticos, diplomatas, expoentes da sociedade civil, empresários, pessoas do mundo da cultura e representantes das maiores comunidades religiosas do país. O Papa fará um discurso.
  • Na conclusão o Pontífice retornará ao Sumaré onde irá almoçar com os Cardeais do Brasil, a Presidência da CNBB, os Bispos da Região e a Comitiva papal.
  • Às 18h15 o Papa deixa o Sumaré em direção do Campus Fidei de Guaratiba onde será realizada a Vigília de Oração com os jovens.
  • O encontro com os jovens terá lugar em uma área campestre denominada Campus Fidei, preparada para a ocasião pelas Autoridades locais, e que pode conter mais de dois milhões de pessoas. O encontro será na forma de uma Liturgia da Palavra, com testemunhos e perguntas de cinco jovens ao Santo Padre; respostas e discurso do Santo Padre; orações e cantos; troca de presentes e benção.
  • Os jovens dormirão no Campus Fidei, esperando a missa do dia seguinte.
No domingo, dia 28, Papa Francisco às 8h20 deixará novamente o Sumaré em direção a Guaratiba. Durante o deslocamento, o helicóptero do Santo Padre sobrevoará a célebre estátua do Cristo Redentor que do alto do Corcovado abraça a cidade do Rio. Um cinegrafista do CTV estará abordo do helicóptero e transmitirá as imagens ao vivo através do host broadcaster.
  • Às 10 horas terá início a Missa de Envio da JMJ Rio2013. Prevista a presença da Presidente da República. A Celebração terminará com o discurso de S.E.Card.Rylko; Angelus do Santo Padre; e anúncio da sede e do ano onde se realizará a sucessiva JMJ.
  • Papa retornará ao Sumaré onde irá almoçar com a Comitiva papal. Ainda no Sumaré às 16 horas o Papa encontrará o Comitê de Coordenação do CELAM, Conselho Episcopal Latino-Americano. O Comitê de coordenação do Celam é composto por cerca 45 bispos, que iniciarão as Sessões de trabalho na segunda-feira, dia 29 de julho.
  • Depois de se despedir do pessoal da residência do Sumaré Papa Francisco se dirigirá ao Rio Centro onde encontrará cerca de 15 mil voluntários da JMJ. O Papa fará a eles um discurso.
  • Às 18h30 a cerimônia de despedida no aeroporto Galeão/Antonio Carlos Jobim.
  • O Santo Padre será acolhido no Pavilhão de honra Marechal Trompowski de Almeida pela Presidente da República, Dilma Rousseff. Discurso da Senhora Presidente e do Santo Padre.
  • O Santo Padre se despedirá da Presidente da República nas escadas do avião.
  • A partida para Roma está prevista para às 19 horas, e a chegada a Roma, 11h30 da manhã, hora italiana. Conclusão da 1ª Viagem Apostólica Internacional de Papa Francisco.



Sequioso (a) das Graças de Deus? Os Salmos as derramarão.

 
Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por nós anela como a terra árida e sequiosa, sem água” (Salmo 62,2b)
            É comum existir em nós um clamor como este do salmista, principalmente diante da aridez diária de um corre-corre consumidor. Torna-se, assim, necessário que busquemos alguns instantes diários para a reflexão e penetração nas profundezas que só Deus tem para nos dar. Instruída pelo Espírito Santo de Deus a Igreja de todos os tempos vem nos ensinando a prática da “Oração das Horas”.
            E perguntarias? Como Deus poderia regar a terra seca dos meus pensamentos, sentimentos e relacionamentos humanos? E eu lhe diria: - Através da oração diária dos salmos. Pois, ontem e hoje, os salmos têm sido uma fonte riquíssima de oração do homem sedento de Deus e de suas Graças. Como o fazia o próprio Jesus em sua oração dirigida ao Pai. Assim, todos os Santos, de todos os tempos, sempre tiveram nos salmos, a grande fonte de sua Santidade.
            Estão ali, orações inspiradas, queridas por Deus, e que sem percebermos eles se traduzem naquilo que queremos e precisamos, neles estarão centrados a vontade de um algo mais que não sabemos onde buscar. E é aí que se completa e que se preenche o vazio de nosso ser.
            Reflitamos um pouco mais:
            “Porque Vossa Graça me é mais preciosa do que a vida, meus lábios entoarão vossos louvores”  (v. 4) Aproveite. Questione-se: Como está sua vida? Alegrias? Êxitos? Tristezas? Fracassos? Sonhos? Realizações? Decepções? Provavelmente você o diga: Sim para um, não para outros... Porém, para tudo e em tudo precisamos deste balanço diário conosco mesmos e com os que nos rodeiam, e é através da meditação profunda dos Salmos que encontraremos as perguntas e as respostas de que precisamos. Mais ainda, muitos acontecimentos que carecem de explicação, de discernimento, de entendimento e de nova direção se encontrão.
            Outro grande aspecto da importância da meditação dos Salmos está no conflito pessoal de muitos ao dizerem: ‘Quero rezar, mas faltam-me palavras.’ Novamente eu lhes diria: Busque nos Salmos. Completaria e completo, fazendo um desafio: Procure rezar os Salmos diariamente, neles estarão orações para o amanhecer, para o anoitecer, para as súplicas, para os agradecimentos e muito mais. Afirmo-lhes, em meio a tantos acontecimentos bons e ruins do dia-a-dia, poderemos dizer: “Minha alma saciada como de fino manjar, com exultante alegria meus lábios vos louvarão.  ... Porque vós sois o meu apoio, exulto de alegria, à sombra de vossas asas”  (Salmo 62,6.8)Amém!

Estela Márcia