domingo, 15 de julho de 2012

N.S. do Carmo, rogai por nós! (16 de julho de 2012)

Evangelizar! Eis o grande mandato!

             O apostolado nasce e se desenvolve a partir de uma escuta fiel da Palavra do Mestre. Levar a Boa Nova aos homens e mulheres deste novo tempo é uma missão na qual somos chamados, porém a eficácia desta nobre missão está no fato da experiência prévia do apóstolo com seu Mestre. 
             Evangelizar! Eis o grande mandato!
             Poder de Deus, eis a grande experiência do apóstolo que primeiro precisou ser discípulo!
             A Missão está vinculada a conversão, e esta se sacraliza na cura e libertação daquele que ouve e adere a Palavra de salvação.
            Com o salmista clamemos neste dia: "Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,/ e a vossa salvação nos concedei!"
            Deus nos abençoe e envie!
Estela Márcia

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Aprender com São Bento é para todo cristão

“Assim como há zelo mau de amargura, que afasta de Deus e conduz ao inferno, assim também há um zelo bom, que separa dos vícios e conduz a Deus. É este zelo que os monges devem por em prática com amor ferventíssimo, isto é, antecipem-se uns aos outros em atenções recíprocas (cf. Rm 12,10). Tolerem pacientissimamente as sua fraquezas, físicas ou morais; rivalizem em prestar mútua obediência; ninguém procure o que julga útil para si, mas sobretudo o que é para o outro; ponham em ação castamente a caridade fraterna; temam a Deus com amor; amem o seu abade com sincera e humilde caridade; nada absolutamente prefiram a Cristo; e que ele nos conduza todos juntos para a vida eterna.”
(São Bento, Itália - séc. VI/Padroeiro da Europa)
            Embora São Bento seja Pai da congregação Beneditina, ele é sempre será exemplo de fidelidade para todo cristão independente da congregação ou espiritualidade a que pratique. Pois ele, como tantos outros pais e mães na fé, serão sempre as bússolas para os que querem viver os ensinamentos cristãos.
            Nosso Senhor Jesus Cristo se serviu desse apóstolo da oração e contemplação para ensinar o mundo que a via do amor - amai-vos uns aos outros como eu vos amo (cf. Jo 15,12), ainda é e sempre será o resultado de vida para todos os que o buscam na oração, no silêncio, na contemplação e na Sagrada Eucaristia o Amor de Deus. É conseqüência. Só se pode ser de Deus, se começar sendo todo(a) tendo uma vida fraterna real. É fácil? Com certeza que não. E o Senhor conhece os nossos limites e o mundo em que vivemos então, nos afirma que as tribulações do mundo são muitas e que venceremos como Ele venceu.
            É por isso que Ele, o Senhor, suscitou tantos santos com regras de vida tão exigentes para nos mostrar que é possível ser diferente. Ser diferente que digo aqui é ser santo. Ser santo não é ir direto para o altar, mas é lutar para vencer os vícios que nos levam a pecar. É buscar como diz o nosso São Bento, tolerar com paciência as fraquezas do irmão, buscar agradar ao que julgar útil ao outro, ser fraterno (a) e saber obedecer com sinceridade e humildade ao(s) nosso (s) pastor (es). Tudo isso sempre. E sempre por amor a Deus, e aguardar, já neste mundo a eternidade para “todos juntos”.
            Peçamos que São Bento interceda a Deus por nós e nossos irmãos, e, proteja-nos sempre com sua poderosa oração.
CURIOSIDADE:
Viveu como ermitão em uma gruta durante três anos em Úmbria. Atraiu devotos e acabou criando o Mosteiro de Monte Cassino, seguindo as regras beneditinas. Pregou o lema “ora e trabalha”. Morreu aos 67 anos.
Esta é a oração inscrita na Cruz-Medalha de São Bento: "Cruz de Santo Pai Bento. Que a Santa Cruz seja minha luz. Que o demônio não seja o meu guia. Afasta-te, Satanás. Não me persuadas a fazer coisas más. Aquilo que sugeres é mau. Bebe tu mesmo o teu veneno.” Em latim: "Crux Sacra sit mihi lux; non draco sit mihi dux; vade retro satana!; non suad mihi vana; sunt mala quae libas; ipse venena bibas."
Diz-se que a Cruz-Medalha de São Bento foi descoberta por ocasião da condenação de algumas bruxas, que afirmaram não conseguir praticar qualquer tipo de feitiçaria ou encanto contra os moradores do mosteiro local. Intrigados com o fato, foram averiguar o que existia no mosteiro. Ao entrarem em uma das dependências, observaram entalhadas na coluna as imagens contidas nas Medalhas utilizadas ainda hoje. Observa-se ainda, que ao contrário da crendice popular, na frente da medalha não está a Cruz e sim a imagem do Homem de Deus, empunhando uma cruz e sua Regra. Após a morte de São Bento, um fiel seguidor do santo cria uma medalha na qual estão escritas iniciais de frases em latim, como se vê abaixo:
Na frente da medalha: "Ejus in obitu nostro praesentia muniamur" = Sejamos protegidos pela sua presença na ora de nossa morte. No verso:
CSPB = Crux Sancti Patris Benedicti (Cruz do Santo Pai Bento)
CSSML = Crux Sacra Sit Mihi Lux (A Cruz Sagrada Seja a Minha Luz)
NDSMD = Non Draco Sit Mihi Dux (Não seja o dragão o meu guia)
VRS = Vade retro, satana! (Para trás, satanás!)
NSMV = Nunquam Suade Mihi Vana (Nunca seduzas minha alma)
SMQL = Sunt Mala Quae Libas (São coisas más que brindas)
IVB = Ipse Venena Bibas (Bebas do mesmo veneno)
São Bento, rogai por nós!
Estela Márcia

terça-feira, 10 de julho de 2012

Homenagem Póstuma ao Fiel Pastor

           O Rio de Janeiro, o Brasil, e porque não dizer, o mundo, amanheceu hoje com a nota de falecimento de seu fiel pastor, D. Eugênio Salles. Se por um lado nos entristecemos, por outro nos alegramos pelo seu exemplo e testemunho de vida cristã e de vida ativa na Evangelização e nesta especial missão da Igreja. Mas estamos certos de que o Céu recebe hoje, de volta a casa Paterna, um dos grandes missionários de todos os tempos no Brasil.
            De D. Eugênio, todos nós temos muito a nos recordar desde as suas celebrações, quanto de sua Palavra de Pastor que nunca se calou frente às injustiças, inverdades e contratestemunhos da sociedade brasileira, e fundamentalmente carioca. Aliado da fé e da esperança, incansavelmente D. Eugênio viveu seu ministério episcopal e cardinalício em total obediência a Pedro, o Pastor de Roma. E com o lema paulino (2Cor 12,15: “De mui boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós”). Gastar-se pelo povo de Deus dando ao Senhor a sua total fidelidade, este homem de Deus deixa o mundo para gozar no Céu as promessas de Jesus Cristo a quem anunciou e testemunhou incansavelmente.
            Bem a propósito do Céu, no Evangelho de (Mt 9,32-38) que contemplamos Jesus diante das multidões compadecendo-se pelo seu cansaço e abatimento, e apresentamos as nossas orações por este servo que também em vida viveu o que aprendeu do seu Mestre. Assim agradecemos ao Senhor da Messe por tão nobre pastor que durante "tantos e todos" os anos de sua vida sacerdotal (praticamente 70 anos) dedicou-se intrepidamente a verdade do Evangelho, ao ensino progressivo da fé, da esperança e do amor na comunidade cristã e fora dela.
            Recebei Senhor o Vosso servo bom e fiel!   (Dom Eugênio de Araújo Sales/1920-1992)
Saudações Eternas!
Estela Márcia

             





           

domingo, 8 de julho de 2012

É tempo de Renúncia!

            Torna-se lamentável, a cada dia a perda da sensibilidade humana que substitui os valores mais profundos da relação humana pelas condições descartáveis do ser, do fazer, do agir e do comprometer-se. Estamos fartos de tudo isso. Deus existe amados! “Mas não é de conveniência que vive o cristão sua vivência está naquele que morreu por nós irmão”(Música do Flavinho/CN)
 Por vezes nos deparamos pensando estar fazendo tudo errado, quando nos deixamos encantar pelo modo fácil de fazer as coisas. É bem verdade que não é pelas facilidades que o cristão deve pautar a sua vida. A realidade cristã é bem outra, e ela só acontece quando nos damos a oportunidade de renunciar as conveniências e facilidades e nos lançamos ao “Querer de Deus”. Chamamos conveniências e facilidades tudo aquilo que nos acomoda, nos isola e nos torna egoístas, fazendo apenas o que queremos, ou mesmo, o que nos faz bem, levando-nos aos relacionamentos e situações relativistas.
Nos ajuda a refletir sobre a renúncia cristã o momento após a profissão fé de Pedro em Mt 16,24-25, onde Jesus declara aos seus discípulos o que fazer de suas vidas, sabendo Ele que iria sofrer injustiças, e que seria levado a morte de cruz, mas que ressuscitaria: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á”. O conselho vem precedido de um convite, “Se alguém quiser vir comigo...”, é um convite e uma promessa, “mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobraá-la-á.”
Penso ser necessário a todo cristão, reconhecer nas promessas de salvação declaradas por Jesus em todas as páginas do Evangelho, o caminho de conversão, o caminho de mudança a partir de si mesmo e de seus centros de interesse. Mas a resposta a essa promessa encontra-se fundamentada na fé e na adesão a proposta do ser diferente daquilo que o mundo têm apelado insistentemente, individualismo e relativismo.
 Reconhecendo-nos diante da fé nas promessas do Evangelho, é possível perceber que cruz e conveniência não se combinam, não se completam, ao contrário, as conveniências enfraquecem a fibra espiritual. E aqueles que, tendo sido banhados nas águas do Batismo, pensam que diante das batalhas humanas e espirituais as causas estejam perdidas, é hora de fazer uma opção radical pelo Caminho, Verdade e Vida que o Pai nos deu através de seu Filho Jesus.
Por isso ... é tempo de renúncia!
Estela Márcia, 08.Julho.2012.



terça-feira, 3 de julho de 2012

A intensa profissão de fé de São Tomé

                Com alegria a minha alma celebrou desde as primeiras horas do dia a profissão de fé de Tomé. Digo isto porque todas as pessoas, cristãs ou não, falam da "dúvida" de Tomé. Atribuem a ele o "ver para crer". Mas como dizia, neste dia proponho-me, com a graça do Espírito Deus, declarar o que o Senhor permitiu-me enxergar nesta rica experiência de Tomé.
            Tomé, israelita de nascimento e carpinteiro de origem, citado no Novo Testamento nos quatro Evangelhos, é apresentado por João em sua experiência de fé na Última Ceia - incitando os discípulos a morrer com o Senhor na Judéia. É autor da pergunta sobre o caminho que leva ao Pai, e que recebe de Jesus um dos sentidos escatológicos da fé da Igreja : "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim".
            No Evangelho de hoje, percebemos que o seu questionamento abriu-lhe uma experiência de fé com o Mestre que permitiu aos seus aumentar a confiança e o entendimento do que estava começando a lhes acontecer. Percebo que o momento de fé de Tomé abriu os olhos e coração, mas não ficou apenas aí, diante da proposta do Senhor em lhe apresentar o lado aberto pela lança, bem como as Suas chagas, aquele seria o momento primordial para a fé da Igreja que dentro em breve nasceria.
                Através de suas palavras de ordem e força, Jesus estava lhe concedendo a libertação da dúvida de fé, a cura do coração sofrido pela Sua ausência, sobretudo a certeza de que a sua fidelidade estava sendo renovada.
                Declaremos ao Senhor Jesus nossa fé neste dia, aprendendo com São Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”
                                                                                                                         São Tomé, rogai por nós!!!
                                                                                                                                             Estela Márcia

segunda-feira, 2 de julho de 2012

“O encontro com Jesus abre um novo horizonte e imprime um rumo decisivo à vida” (Bento XVI)

         Celebrando a Solenidade de São Pedro e São Paulo, neste domingo próximo passado, Frei Robson nos aqueceu o coração e a nossa alma com a unção de sua pregação na Missa das 8h.da manhã no Carmelo São josé de Petrópolis. Citando o Santo Padre, neste dia também a ele dedicado, foi-nos apresentado o "Encontro" com Jesus que transforma as nossas vidas e nos leva a novas decisões e novos horizontes. Vale a pena ler ...
"Caríssimos irmãos e irmãs
                                      Em Jesus, Filho de Deus feito homem, Deus no transbordamento do seu amor, entra em pessoa na nossa história, vem ao nosso encontro.
                  Esse encontro transforma a vida... É uma experiência marcante. Trata-se de uma hora inesquecível que revive, de novo e sempre, no coração de quem aceita entregar-se a este amor em Jesus.
                   Em geral é tão grande a impressão desse encontro que p.ex. São João recorda a hora precisa, típico da memória de um grande amor: “era a hora décima” que para os hebreus significa a hora das grandes decisões.
                   Vemos assim que a vocação é o encontro com Alguém, não com alguma coisa; é a recordação de uma hora que muda a vida quando se aceita estar com Ele e viver d’Ele e para Ele, reconhecendo-O como “meu Senhor e meu Deus”.
                                      Seguir alguém em seu significado mais profundo quer dizer “estar próximo”, “estar junto”, de quem convoca a caminhada. Antes de tudo Jesus convida homens e mulheres para estarem com ele. Esta experiência de proximidade é a raiz primeira e fundamental da própria fé. Crer em Jesus Cristo é aproximar-se dele.
                                     De tudo isto resulta que o seguimento de Jesus não é um caminho fácil, romântico. Muito pelo contrário! É um caminho radical, que obriga, muitas vezes a fazermos opções radicais e exigentes: “Quem quiser me seguir tome a sua cruz e me siga” ou “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim”.
                                     O fato de Jesus ter vindo ao nosso encontro com uma proposta de salvação e vida plena bem concreta nos leva em contra-partida a fazermos uma consciente e comprometida adesão ao seu seguimento.
                                     Desse modo, o caminho proposto por Jesus não é um caminho de “massas” mas, ao contrário, um caminho de “discípulos”. Implica, portanto, a uma adesão incondicional ao Reino e à sua dinâmica.
                                     Por ser um caminho de discípulos, não é um caminho para todos, mas somente para aqueles que fazem séria e decididamente uma opção por Cristo. O discípulo nesse sentido deve sempre de novo em meio aos conflitos e as dificuldades, reconhecê-lo e testemunhá-lo como Messias.         
                                     Hoje, a liturgia nos apresenta a figura de Pedro e Paulo como modelos, referências fundamentais no anúncio e testemunho a Jesus e ao seu Evangelho.
                                     Por isso, são figuras típicas do cristão, que em meio às suas fraquezas e forças devem assumir a Cristo e ao evangelho.
                                     “Pedro e Paulo são considerados ‘colunas da Igreja’. Colunas, no sentido de que a Igreja alicerçada em Cristo – pedra principal – e nos apóstolos se apóia, se sustenta, se ergue como edifício espiritual chamada a ser santa e irrepreensível diante de Deus e os membros integrados nesta construção, se tornarem morada de Deus pelo Espírito Santo.
                                     Pedro recorda mais a instituição; Paulo, o carisma e a pastoral. Exerceram atividades diferentes, em campos diferentes. Apesar de divergirem nos pontos de vista e na visão do mundo, o amor de Cristo e a força do testemunho os uniram na vida e no martírio”.
                                    Ambos consagraram para nós este dia: “sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo sua palavra”.
                                      Hoje também celebramos em virtude do mandato de Cristo a Pedro de ‘apascentar as ovelhas’, o dia do Papa. Ao Santo Padre, nossa obediência, nosso amor e nossas orações.    
Fr. Robson Malafaia Barcellos, OFM Conv
Guardião e Reitor do Convento e Seminário São Boaventura
Capelão do Carmelo São José
Petropolis-RJ