quarta-feira, 8 de maio de 2013

Papa Francisco: "A Verdade se recebe no encontro com Jesus". "Evangelizar não é fazer proselitismo"

          
"A evangelização não é fazer proselitismo",
disse o Papa Francisco na Missa na Casa Santa Marta, na manhã desta quarta-feira. O Papa destacou que o cristão que quer anunciar o Evangelho, deve dialogar com todos, sabendo que ninguém possui a verdade, porque a verdade é recebida a partir do encontro com Jesus. A Missa foi concelebrada pelo Cardeal Francesco Coccopalmerio e Dom Oscar Rizzato e teve a participação dos funcionários dos Serviços Gerais do Governatorado, da Chancelaria do Tribunal do Estado Vaticano.
“Os cristãos de hoje são como Paulo, que falando aos gregos no Aerópago, construiu pontes para anunciar o Evangelho sem condenar ninguém”, sublinhou o Papa Francisco, acentuando a atitude corajosa de Paulo que “se aproxima do coração” de quem o escuta, “busca o diálogo”. Por isso o Apóstolo foi verdadeiramente “um pontífice, um construtor e pontes” e não um “construtor de muros”. Isto – acrescentou – nos faz pensar nas atitudes que sempre deve ter um cristão:
“Um cristão deve anunciar Jesus Cristo de uma maneira que Jesus Cristo seja aceito, recebido, não rejeitado. E Paulo sabe que ele deve semear esta mensagem evangélica. Ele sabe que o anúncio de Jesus Cristo não é fácil, mas que não depende dele: ele deve fazer todo o possível, mas o anúncio de Jesus Cristo, o anúncio da verdade, depende do Espírito Santo. Jesus nos diz no Evangelho de hoje: ‘Quando Ele vier, o Espírito da verdade, nos revelará toda a verdade’. Paulo diz aos atenienses: “Esta é a enciclopédia da verdade. Estudem isto e tereis a verdade, a verdade”. Não! A verdade não entra numa enciclopédia. A verdade é um encontro; é um encontro com a Suma Verdade: Jesus, a grande verdade. Ninguém é dono da verdade. A verdade se recebe no encontro”.
Mas porque Paulo agiu assim? Antes de tudo – afirmou o Papa -, porque “este é o jeito” de Jesus que “falou com todos”. Com os pecadores, com os publicanos, com os doutores da lei. Paulo, então, “segue as atitudes de Jesus”":
“O cristão que quer levar o Evangelho deve seguir este caminho: escutar a todos! Mas agora é um tempo favorável na vida da Igreja: estes últimos 50 anos, 60 anos, são um tempo favorável, porque eu me lembro quando era criança que se escutava nas famílias católicas, na minha família: “Não, na casa deles não podemos ir, porque não são casados na Igreja, eh!”. Era como uma exclusão. Agora – graças a Deus – não, não se diz mais isto, não é mesmo? Não se diz mais aquilo, não é mesmo? Não se diz! Isto existia como uma defesa da fé, mas com muros. O Senhor, por sua vez, fez pontes. Primeiro: Paulo tem esta atitude, porque foi a atitude de Jesus. Segundo: Paulo tem a consciência que ele deve evangelizar, não fazer proselitismo”.
A Igreja - foi a sua reflexão citando Bento XVI -, “não cresce com proselitismo”, mas “cresce pela atração, pelo seu testemunho, pela sua pregação”. E Paulo tinha exatamente esta atitude: anuncia, não faz proselitismo. E consegue agir assim porque “ninguém duvidava do seu Senhor”. “Os cristãos que tem medo de fazer pontes e preferem construir muros – advertiu – são cristãos não seguros da própria fé, não seguros de Jesus Cristo”. Os cristãos, ao invés disto, fazem como Paulo e começam a construir pontes e seguir em frente”:
“Paulo nos ensina este caminho de evangelizar, porque assim o fez Jesus, porque é bem consciente que a evangelização não é fazer proselitismo: é porque tem segurança em Jesus Cristo e não tem necessidade de justificar-se e de buscar razões para justificar-se. Quando a Igreja perde esta coragem apostólica se torna uma Igreja parada, uma Igreja organizada, bonita, muito bonita, mas sem fecundidade, porque perdeu a coragem de ir às periferias, onde tantas pessoas são vítimas da mundanidade, da idolatria, de pensamentos débeis...tantas coisas. Peçamos hoje a São Paulo que nos dê esta coragem apostólica, este fervor espiritual, de sermos seguros. ‘Mas, Padre, nós podemos nos enganar’…..”Avante, se erras, te levante e siga em frente: este é o caminho”. Aqueles que não caminham para não errar, cometem um erro mais grave. Assim seja”.




CATEQUESE do Papa Francisco: "Espírito Santo, fonte inesgotável da vida de Deus em nós"

Mais de 80 mil fiéis e peregrinos lotaram esta quarta-feira a Praça S. Pedro para participar da Audiência Geral com o Papa Francisco. Após saudar a multidão de papamóvel, de retribuir o afeto recebido, o Papa depositou flores aos pés da pequena imagem de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, cuja festa litúrgica é celebrada no dia 9 de maio. A imagem estava posicionada ao lado da cátedra papal. O Pontífice dedicou sua catequese a mais um trecho do Credo, quando professamos com fé:
  • “Creio no Espírito Santo que é Senhor e dá a vida”. O Espírito Santo, disse, é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós. O homem de todos os tempos e de todos os lugares deseja uma vida plena e bela, justa e boa, uma vida que não seja ameaçada pela morte, mas que possa amadurecer e crescer até sua plenitude. O homem, atravessando os desertos da vida, tem sede de água viva. E Jesus nos doa esta água viva, que é o Espírito Santo, para que a nossa vida seja guiada por Deus, seja animada por Deus, seja nutrida por Ele. Esta água mata nossa sede porque nos purifica, nos ilumina, nos renova e nos transforma; nos torna partícipes da própria vida de Deus, que é Amor. Como se lê na Carta aos Romanos, é o Espírito que «faz de nós filhos adotivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!». E se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus.
“O Espírito Santo, traz aos nossos corações a própria vida de Deus, uma vida de verdadeiros filhos, num relacionamento feito de confidência, liberdade e confiança no amor misericordioso do Pai, que nos dá também um olhar novo sobre os outros, fazendo-nos ver neles irmãos e irmãs que devemos respeitar e amar.”


Divulgado programa da viagem do Papa ao Rio de Janeiro (07.05.2013 – ás 12h/Vaticano)

A programação oficial da viagem do Papa Francisco ao Brasil.
O Santo Padre chega ao Rio de Janeiro na tarde de segunda-feira, 22 de julho.
·         Será recebido no Aeroporto Internacional do Galeão/Antonio Carlos Jobim pela Presidente da República, Dilma Rousseff; pelo Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta; pelo Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis; pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e pelo prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
·         No aeroporto não serão realizadas formalidades particulares e não serão pronunciados discursos.
·         A Cerimônia de boas-vindas se realizará internamente no Palácio Guanabara. O Santo Padre se detérá por alguns minutos na Sala Presidencial do aeroporto, enquanto a Comitiva toma o seu lugar nos veículos do cortejo papal. Papa Francisco deixará o aeroporto de papamóvel em direção ao Palácio Guanabara, sede oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro, onde será realizada a cerimônia de boas-vindas; presentes os mais altos cargos do Estado, o Corpo Diplomático e algumas centenas de convidados institucionais. Além da execução dos hinos e honras militares, os discursos da Presidente Dilma e do Santo Padre; em seguida a apresentação das duas delegações (brasileira e vaticana). A Senhora Presidente acompanha o Santo Padre à Sala Verde do primeiro andar, onde se realizarão os encontros privados.
·         - breve encontro com o Governador do Estado do Rio de Janeiro e apresentação da família.
·         - breve encontro com o Prefeito da cidade do Rio de Janeiro e apresentação da família.
·         O Papa deixará o Palácio Guanabara em direção ao Sumaré, onde será a sua residência durante a permanência no Rio de Janeiro.
A terça-feira, dia 23, será estritamente privada até a manhã de quarta-feira, 24 de julho.
Na quarta-feira, 24, às 8h15 o Papa deixará o Rio de Janeiro e de helicóptero irá até Aparecida onde irá venerar a imagem de Nossa Senhora no Santuário Nacional e celebrará a Santa Missa. O Santo Padre será acolhido pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis e pelo Reitor do Santuário Padre Domingos Sávio da Silva. Papa Francisco almoçará no Seminário Bom Jesus, retornando depois ao Rio de Janeiro.
  • No final da tarde no Rio de Janeiro o Santo Padre visitará o Hospital São Francisco de Assis. O Hospital, dirigido pela Associação homônima, dedica-se seja à recuperação dos dependentes da droga e do álcool, seja na assistência médica-cirúrgica, assegurada gratuitamente aos indigentes, com cerca 500 leitos. Está previsto um discurso do Papa.
  • No início da noite Papa Francisco retornará ao Sumaré onde irá jantar de forma privada e onde pernoitará.
Na quinta-feira, dia 25, o Santo Padre celebrará no início da manhã a Santa Missa em privado na Residência do Sumaré.
  • Às 9 horas Papa Francisco deixará o Sumaré em direção ao Palácio da Cidade, onde receberá das mãos do Prefeito Paes, as chaves da cidade e irá abençoar as bandeiras oficiais dos Jogos Olímpicos e paraolímpicos.
  • Às 10 horas deixará o Palácio da Cidade e se dirigirá à Comunidade da Varginha – Manguinhos, para uma visita. A Comunidade da Varginha faz parte de uma ampla favela "pacificada" em virtude do programa de recuperação realizado pelas Autoridades brasileiras. O Santo Padre será acolhido pelo Pároco, pelo Vice-Pároco, pelo Vigário episcopal e pela Superiora das Irmãs da Caridade. Logo em seguida se dirigirá para a pequena igreja dedicada a São Jerônimo Emiliano onde encontrará alguns membros da comunidade paroquial. Na Paróquia, após um momento de oração, será abençoado o novo altar e o Papa oferecerá um presente à comunidade. O Santo Padre se dirigirá depois ao campo de futebol, onde estará reunida a comunidade. Ao longo do percurso (cerca 100 m) visitará a casa de uma família da Comunidade. Ali o Papa fará um discurso. Papa Francisco retornará depois ao Sumaré para o almoço em privado.
Às 17 horas o Santo Padre deixará novamente o Sumaré em direção da Praia de Copacabana onde terá lugar a Festa da Acolhida aos jovens participantes da JMJ.
O ato está previsto na forma de Celebração da Palavra. O Papa fará um discurso e abençoará os jovens.
Retornará depois ao Sumaré onde pernoitará.
       Na sexta-feira de manhã, dia 26, Santa Missa em privado na Residência do Sumaré.
  • Em seguida irá se deslocar em automóvel até à Quinta da Boa Vista onde às 10 horas irá confessar 5 jovens provenientes dos cinco continentes.
  • Após as confissões Papa Francisco se transferirá para o Palácio São Joaquim, residência do Arcebispo do Rio de Janeiro, o qual acolhe o Santo Padre na entrada principal.
  • O Santo Padre irá encontrar em forma reservada cinco jovens detentos. Presentes também alguns assistentes acompanhantes dos jovens detentos.
  • Em seguida o Santo Padre e o Arcebispo se dirigirão ao primeiro andar para visitar a Capela onde encontrará as Irmãs que trabalham na residência.
  • Às 12 horas o Santo Padre do balcão do Palácio rezará a oração do Angelus. Em seguida encontrará os 20 membros do Comitê Organizador e os 10 grandes patrocinadores-benfeitores da JMJ para uma saudação. Não estão previstos discursos.
  • No Salão redondo no primeiro andar do Arcebispado, o Santo Padre almoçará com S.E. Dom Tempesta e com 12 jovens de várias nacionalidades: um jovem e uma moça de cada um dos continentes mais um jovem e uma moça de nacionalidade brasileira. O almoço terá a duração de cerca 1 hora. Após o almoço o Papa retornará ao Sumaré.
  • Às 17 hora retornará à Praia de Copacabana para a Via Sacra com os jovens: o Santo Padre, depois de introduzir o ato litúrgico, acompanhará do palco o desenvolvimento da Via Sacra, e ao término pronunciará a sua alocução e concluirá a oração. Depois retornará ao Sumaré onde pernoitará.
No sábado de manhã, dia 27, Papa Francisco irá à Catedral da cidade onde celebrará a Santa Missa, às 9 horas, com os bispos da JMJ, com sacerdotes, religiosos e seminaristas.
  • Já no Teatro Municipal, às 11h30, o Santo Padre encontrará a classe dirigente do Brasil; presentes políticos, diplomatas, expoentes da sociedade civil, empresários, pessoas do mundo da cultura e representantes das maiores comunidades religiosas do país. O Papa fará um discurso.
  • Na conclusão o Pontífice retornará ao Sumaré onde irá almoçar com os Cardeais do Brasil, a Presidência da CNBB, os Bispos da Região e a Comitiva papal.
  • Às 18h15 o Papa deixa o Sumaré em direção do Campus Fidei de Guaratiba onde será realizada a Vigília de Oração com os jovens.
  • O encontro com os jovens terá lugar em uma área campestre denominada Campus Fidei, preparada para a ocasião pelas Autoridades locais, e que pode conter mais de dois milhões de pessoas. O encontro será na forma de uma Liturgia da Palavra, com testemunhos e perguntas de cinco jovens ao Santo Padre; respostas e discurso do Santo Padre; orações e cantos; troca de presentes e benção.
  • Os jovens dormirão no Campus Fidei, esperando a missa do dia seguinte.
No domingo, dia 28, Papa Francisco às 8h20 deixará novamente o Sumaré em direção a Guaratiba. Durante o deslocamento, o helicóptero do Santo Padre sobrevoará a célebre estátua do Cristo Redentor que do alto do Corcovado abraça a cidade do Rio. Um cinegrafista do CTV estará abordo do helicóptero e transmitirá as imagens ao vivo através do host broadcaster.
  • Às 10 horas terá início a Missa de Envio da JMJ Rio2013. Prevista a presença da Presidente da República. A Celebração terminará com o discurso de S.E.Card.Rylko; Angelus do Santo Padre; e anúncio da sede e do ano onde se realizará a sucessiva JMJ.
  • Papa retornará ao Sumaré onde irá almoçar com a Comitiva papal. Ainda no Sumaré às 16 horas o Papa encontrará o Comitê de Coordenação do CELAM, Conselho Episcopal Latino-Americano. O Comitê de coordenação do Celam é composto por cerca 45 bispos, que iniciarão as Sessões de trabalho na segunda-feira, dia 29 de julho.
  • Depois de se despedir do pessoal da residência do Sumaré Papa Francisco se dirigirá ao Rio Centro onde encontrará cerca de 15 mil voluntários da JMJ. O Papa fará a eles um discurso.
  • Às 18h30 a cerimônia de despedida no aeroporto Galeão/Antonio Carlos Jobim.
  • O Santo Padre será acolhido no Pavilhão de honra Marechal Trompowski de Almeida pela Presidente da República, Dilma Rousseff. Discurso da Senhora Presidente e do Santo Padre.
  • O Santo Padre se despedirá da Presidente da República nas escadas do avião.
  • A partida para Roma está prevista para às 19 horas, e a chegada a Roma, 11h30 da manhã, hora italiana. Conclusão da 1ª Viagem Apostólica Internacional de Papa Francisco.



Sequioso (a) das Graças de Deus? Os Salmos as derramarão.

 
Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por nós anela como a terra árida e sequiosa, sem água” (Salmo 62,2b)
            É comum existir em nós um clamor como este do salmista, principalmente diante da aridez diária de um corre-corre consumidor. Torna-se, assim, necessário que busquemos alguns instantes diários para a reflexão e penetração nas profundezas que só Deus tem para nos dar. Instruída pelo Espírito Santo de Deus a Igreja de todos os tempos vem nos ensinando a prática da “Oração das Horas”.
            E perguntarias? Como Deus poderia regar a terra seca dos meus pensamentos, sentimentos e relacionamentos humanos? E eu lhe diria: - Através da oração diária dos salmos. Pois, ontem e hoje, os salmos têm sido uma fonte riquíssima de oração do homem sedento de Deus e de suas Graças. Como o fazia o próprio Jesus em sua oração dirigida ao Pai. Assim, todos os Santos, de todos os tempos, sempre tiveram nos salmos, a grande fonte de sua Santidade.
            Estão ali, orações inspiradas, queridas por Deus, e que sem percebermos eles se traduzem naquilo que queremos e precisamos, neles estarão centrados a vontade de um algo mais que não sabemos onde buscar. E é aí que se completa e que se preenche o vazio de nosso ser.
            Reflitamos um pouco mais:
            “Porque Vossa Graça me é mais preciosa do que a vida, meus lábios entoarão vossos louvores”  (v. 4) Aproveite. Questione-se: Como está sua vida? Alegrias? Êxitos? Tristezas? Fracassos? Sonhos? Realizações? Decepções? Provavelmente você o diga: Sim para um, não para outros... Porém, para tudo e em tudo precisamos deste balanço diário conosco mesmos e com os que nos rodeiam, e é através da meditação profunda dos Salmos que encontraremos as perguntas e as respostas de que precisamos. Mais ainda, muitos acontecimentos que carecem de explicação, de discernimento, de entendimento e de nova direção se encontrão.
            Outro grande aspecto da importância da meditação dos Salmos está no conflito pessoal de muitos ao dizerem: ‘Quero rezar, mas faltam-me palavras.’ Novamente eu lhes diria: Busque nos Salmos. Completaria e completo, fazendo um desafio: Procure rezar os Salmos diariamente, neles estarão orações para o amanhecer, para o anoitecer, para as súplicas, para os agradecimentos e muito mais. Afirmo-lhes, em meio a tantos acontecimentos bons e ruins do dia-a-dia, poderemos dizer: “Minha alma saciada como de fino manjar, com exultante alegria meus lábios vos louvarão.  ... Porque vós sois o meu apoio, exulto de alegria, à sombra de vossas asas”  (Salmo 62,6.8)Amém!

Estela Márcia

domingo, 5 de maio de 2013

Papa Francisco: "Irmandades, vocês são um tesouro para a Igreja"

Papa Francisco celebrou neste domingo a Santa Missa na presença de membros de irmandades provenientes da Itália e de todo o mundo, falou da sua alegria em celebrar a Eucaristia especialmente dedicada às Irmandades, neste caminho do Ano da Fé. As irmandades são uma realidade com grande tradição na Igreja, que foi objeto de renovação e redescoberta nos últimos tempos.
Citando o Evangelho do dia, a passagem tirada dos discursos de despedida de Jesus, referidos pelo evangelista João no contexto da Última Ceia, o Papa destacou que Jesus confia aos apóstolos seus últimos pensamentos, como se fosse um testamento espiritual. O texto deste domingo põe em evidência que toda a fé cristã está centrada no relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
“Quem ama o Senhor Jesus, no seu íntimo acolhe a Ele e ao Pai e, graças ao Espírito Santo, acolhe no seu próprio coração e na vida pessoal o Evangelho. Indica-se aqui o centro do qual tudo deve partir e ao qual tudo deve conduzir: amar a Deus, ser discípulos de Cristo, vivendo o Evangelho”.

Em seguida falando aos membros das irmandades recordou que Bento XVI dirigindo-se a eles em outra ocasião usou palavra a evangelicidade.
 “Queridas Irmandades, a piedade popular, de que sois uma importante manifestação, é um tesouro que a Igreja tem e que os bispos latino-americanos, significativamente, definiram como uma espiritualidade, uma mística, que é um «espaço de encontro com Jesus Cristo». Bebei sempre em Cristo, fonte inesgotável; reforçai a vossa fé, tendo a peito a formação espiritual, a oração pessoal e comunitária, a liturgia. Caminhai decididamente para a santidade; não vos contenteis com uma vida cristã medíocre, mas a vossa pertença sirva de estímulo, a começar por vós mesmos, para amar mais a Jesus Cristo”.
Sobre a passagem dos Atos dos Apóstolos Papa Francisco diz que a mesma nos fala do que é essencial. Na Igreja nascente, houve imediatamente necessidade de discernir o que é essencial, e o que não o é, para uma pessoa ser cristã, para seguir Cristo. Os apóstolos e os demais anciãos fizeram uma reunião importante em Jerusalém, o primeiro «concílio», sobre este tema, devido aos problemas que surgiram depois que o Evangelho havia sido pregado aos pagãos, aos não judeus. Tratou-se de uma ocasião providencial para compreender melhor o que é essencial: acreditar em Jesus Cristo morto e ressuscitado pelos nossos pecados e amarmo-nos como Ele nos amou. “Notai, porém, - sublinhou Papa Francisco - como as dificuldades foram superadas, não fora, mas dentro da Igreja”.

E aqui o Santo Padre dá um segundo elemento, como fez Bento XVI: a eclesialidade. A piedade popular é uma estrada que leva ao essencial, se for vivida na Igreja em profunda comunhão com os Pastores.
Os bispos latino-americanos escreveram que a piedade popular, de que sois expressão, é «uma maneira legítima de viver a fé, um modo de se sentir parte da Igreja» (Documento de Aparecida, 264). Amai a Igreja! Deixai-vos guiar por ela! Nas paróquias, nas dioceses, sede um verdadeiro pulmão de fé e de vida cristã. Nesta Praça, vejo uma grande variedade de cores e de sinais. Assim é a Igreja: uma grande riqueza e variedade de expressões em que tudo é reconduzido à unidade, ao encontro com Cristo.

A Terceria palavra, que deve caracterizar as irmandades, disse ainda Papa Francisco é a missionariedade.
Vós tendes a missão específica e importante de manter viva a relação entre a fé e as culturas dos povos a que pertenceis, e fazei-lo através da piedade popular. Quando, por exemplo, levais em procissão o Crucifixo com tanta veneração e amor ao Senhor, não cumpris um mero ato exterior; mas indicais a centralidade do mistério pascal do Senhor, da sua Paixão, Morte e Ressurreição... é preciso seguir Cristo ao longo do caminho concreto da vida para que nos transforme.

De igual modo, destacou Papa Francisco quando manifestam uma profunda devoção pela Virgem Maria, apontam a mais alta realização de existência cristã: Aquela que, pela sua fé e obediência à vontade de Deus e também pela sua meditação da Palavra e das ações de Jesus, é a discípula perfeita do Senhor.
“Sede também vós verdadeiros evangelizadores! As vossas iniciativas sejam «pontes», estradas que levem a Cristo a fim de caminhardes com Ele. E, neste espírito, permanecei sempre atentos à caridade. Cada cristão e cada comunidade é missionária na medida em que transmite e vive o Evangelho e testemunha o amor de Deus por todos, especialmente por quem se encontra em dificuldade. Sede missionários do amor e da ternura de Deus!"

Portanto, concluiu Papa Francisco: “evangelicidade, eclesialidade, missionariedade. Peçamos ao Senhor que oriente sempre a nossa mente e o nosso coração para Ele, como pedras vivas da Igreja, para que cada uma das nossas atividades e toda a nossa vida cristã sejam um luminoso testemunho da sua misericórdia e do seu amor”.

Papa Francisco: "A Mãe ajuda os filhos a olhar com realismo os problemas da vida" (Através da reza do Terço)

Irmãos tomemos posse da grandeza de ensinamento do Santo Padre que, diante da reza do Santo Terço na tarde de sábado na Basílica de Santa Maria Maior, nos indica a maternidade de Nossa Senhora como Mãe pronta a ajudar-nos como seus filhos, unindo-nos mais a seu Filho Jesus. Apresenta-nos Maria como Mãe. Mãe que nos ajuda a crescer com responsabilidade, sabendo evitar as tentações que nos são apresentadas; Mãe que nos ajuda a enfrentar as dificuldades da vida com coragem; Mãe que nos ajuda viver a liberdade com sabedoria fazendo escolhas certas e definitivas.

O Papa Francisco presidiu, na tarde deste sábado, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, a oração do Terço. Segue a alocução do Santo Padre.Queridos irmãos e irmãs!
Nesta tarde estamos diante de Maria. Rezamos sob sua orientação materna para que nos coloque sempre mais unidos a seu Filho Jesus; trouxemos-lhe nossas alegrias e nossos sofrimentos, nossas esperanças e nossas dificuldades; a invocamos com o belo título de “Salvação do Povo Romano” pedindo por todos nós, por Roma, pelo mundo para que nos dê saúde. Sim, porque Maria nos dá saúde, é a nossa saúde.

Jesus Cristo, com sua Paixão, Morte e Ressurreição, nos traz à salvação, nos traz a graça e a alegria de ser filhos de Deus, de chamá-lo na verdade com o nome de Pai. Maria é mãe, e uma mãe se preocupa principalmente da saúde de seus filhos, sabe curá-la sempre com grande e terno amor. Nossa Senhora guarda nossa saúde. O que isso quer dizer? Penso principalmente em três aspectos: nos ajuda a crescer, a enfrentar a vida, a sermos livres.
1 - Uma mãe ajuda os filhos a crescer e quer que cresçam bem; por isso os educa a não ceder à preguiça – que provêm de também um certo bem estar, a não se acomodar em uma vida que se satisfaz só com coisas. A mãe cuida dos filhos para que cresçam sempre mais, cresçam fortes, capazes de assumirem responsabilidades, de se comprometerem na vida, de terem grandes ideais. O Evangelho de São Lucas diz que, na família de Nazaré, Jesus “crescia e se fortificava, pleno de sabedoria, e a graça de Deus estava com ele” (Lc 2, 40). Nossa Senhora faz isso conosco, nos ajuda a crescer humanamente e na fé, para sermos fortes e não cedermos à tentação de sermos homens e cristãos superficiais, mas em viver com responsabilidade, a irmos sempre para mais.
2 – Uma mãe pensa na saúde dos filhos educando-os também para enfrentar as dificuldades da vida. Não se educa, não se cuida da saúde evitando os problemas, como se a vida fosse uma auto estrada sem obstáculos. A Mãe ajuda os filhos a olhar com realismo os problemas da vida e a não se perderem neles, mas em enfrentá-los com coragem, a não serem fracos, e a saberem superá-los, em um equilíbrio sadio que uma percebe” entre os âmbitos de segurança e a zona de risco. Uma vida sem desafio não existe e um rapaz ou uma moça que não sabe enfrentá-lo colocando-se em jogo, não possui espinha dorsal! Recordemos a parábola do bom samaritano: Jesus não propõe o comportamento do sacerdote e do levita, que evitam socorrer aquele que se feriu na luta, mas o samaritano que vê a situação daquele homem e a enfrentou de maneira concreta.
Maria viveu muitos momentos difíceis em sua vida, desde o nascimento de Jesus, quando “para eles não havia lugar na hospedaria” (Lc 2,7), até ao Calvário: (Jo 19, 25). E como uma boa mãe nos é próxima, para que não percamos jamais a coragem diante das adversidades da vida, diante da nossa fraqueza, diante de nossos pecados: nos dá força, nos indica o caminho de seu Filho. Jesus na cruz diz a Maria, indicando João: “Mulher, eis o teu filho!” e a João: “Eis tua mãe!” (cfr Jo 19, 26-27).
Naquele discípulo todos nós estamos representados: o Senhor nos confia nas mãos cheias de amor e de ternura da Mãe, para que sintamos seu apoio para enfrentar e vencer as dificuldades de nosso caminho humano e cristão.
3 – Um último aspecto: uma boa mãe não só acompanha os filhos no crescimento, não evitando problemas, desafios da vida: uma boa mãe ajuda também a tomar decisões definitivas com liberdade. Mas o que significa liberdade? Não é certo fazer tudo o que se quer, deixar-se dominar pelas paixões, passar de uma experiência a outra sem discernimento, seguir a moda; liberdade não significa, por assim dizer, jogar tudo que não agrada pela janela. A liberdade nos é dada para que saibamos fazer boas escolhas na vida! Maria como boa mãe nos educa para ser como Ela, capaz de fazer escolhas definitivas, com aquela liberdade plena com que respondeu “sim” ao plano de Deus sobre sua vida (cfr Lc 1, 38).
Queridos irmãos e irmãs, quanto é difícil, em nosso tempo, tomar decisões definitivas! Seduz-nos o provisório. Somos vítimas de uma tendência que nos leva ao provisório...como se desejássemos permanecer adolescentes por toda vida! Não tenhamos medo dos compromissos definitivos, dos compromissos que envolvem e interessam toda vida! Deste modo nossa vida será fecunda!
Estela Márcia (Adaptações)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Papa no Twitter convida a rezar o Terço em família

 

 

 

Nesta sexta-feira, 3 de maio, o Papa Francisco tuitou a seguinte mensagem na conta @Pontifex:
"Seria maravilhoso, no mês de maio, rezar juntos em família o Terço. A oração faz com que a vida familiar torne-se ainda mais sólida."