sexta-feira, 16 de maio de 2014

Papa Francisco: “rezar, celebrar e imitar Jesus para conhecê-Lo.” (16.05.2014)


 “Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. 5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. (Jo 14,1-6)

A partir do Evangelho do dia 16 de maio, disse Papa Francisco: Para conhecer Jesus, não basta estudar, mas rezar e imitá-Lo. Comentando a afirmação de Jesus “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, Francisco observou que o “conhecimento de Jesus é o trabalho mais importante da nossa vida”. Para isso, o estudo é sim importante, mas não suficiente. “Algumas pessoas, afirmou ele, acreditam que somente as ideias nos levarão ao conhecimento de Jesus. Inclusive entre os primeiros cristãos se pensava assim. Mas, no final, ficam presos em seus pensamentos: As ideias por si só não dão vida e quem percorre o caminho somente das ideais acaba num labirinto e não sai mais! É por isso que, desde o início da Igreja, existem as heresias. As heresias são isto: tentar entender quem é Jesus somente com a nossa mente e a nossa luz. Um grande escritor inglês dizia que a heresia é uma ideia que enlouqueceu. É assim. Quando as ideais estão sós, enlouquecem… Este não é o caminho! Para conhecer Jesus – afirmou o Papa – é preciso abrir três portas: Primeira porta: rezar a Jesus. O estudo sem oração não serve. Rezar a Jesus para conhecê-Lo melhor. Os grandes teólogos fazem teologia de joelhos. E com o estudo, com a oração, nos aproximamos um pouco.... Mas sem oração jamais conheceremos Jesus. Jamais! Segunda porta: celebrar Jesus. Não basta a oração, mas também a alegria da celebração. Celebrar Jesus nos seus Sacramentos, porque ali nos dá a vida, a força, o alimento, o conforto, a aliança e a missão. Sem a celebração dos Sacramentos, não conseguiremos conhecer Jesus. Isso é próprio da Igreja: a celebração. Terceira porta: imitá-Lo. Pegar o Evangelho: o que Ele fez, como era a sua vida, o que nos disse, o que nos ensinou e tentar imitá-Lo. Entrar por essas três portas – disse ainda Francisco –, significa “entrar no mistério de Jesus”. Somente se formos capazes de entrar no seu mistério poderemos conhecer Jesus, “sem medo”: Podemos hoje, durante o dia, pensar em como anda a porta da oração na minha vida: mas a oração do coração, não a do papagaio! Como anda a celebração cristã na minha vida? E a imitação de Jesus? Como imitá-Lo?  Para quem não se lembra porque o Evangelho está “todo empoeirado e nunca é aberto”, o Papa aconselhou a abri-lo, pois lá encontrará como imitar Jesus. “Pensar como estão essas três portas na nossa vida fará bem a todos”, concluiu. A missa na Casa Santa Marta foi a única atividade do Papa Francisco esta manhã. Os demais compromissos previstos foram cancelados devido a uma leve indisposição do Pontífice.
Estela Márcia (Adaptações)

Santa Sé autoriza início da causa de canonização de Dom Luciano


 


A Arquidiocese de Mariana (MG) divulgou em 13 de maio o comunicado da Congregação para a Causa dos Santos sobre o processo de beatificação de Dom Luciano Mendes de Almeida: “Por parte da Santa Sé, não há nada que impeça que se inicie a Causa de Beatificação e Canonização de Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida”, informa a Congregação. A solicitação de abertura do processo foi feita pelo arcebispo local, Dom Geraldo Lyrio Rocha, que poderá instituir o Tribunal que levará adiante o processo. Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida foi arcebispo de Mariana de 1988 a 2006, quando faleceu aos 75 anos. O arcebispo, da Companhia de Jesus, foi Secretário-geral (de 1979 a 1986) e Presidente (de 1987 a 1994) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por dois mandatos consecutivos. Em nota publicada em 2006 sobre Dom Luciano, a Presidência da CNBB destacou entre as marcas que deixou na instituição o dinamismo, a inteligência privilegiada, a dedicação incansável e o testemunho de amor à Igreja. Carioca, Dom Luciano nasceu em 5 de outubro de 1930. Doutor em Filosofia, foi membro do Conselho Permanente da CNBB de 1987 até o ano de sua morte. Também atuou na Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, foi vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e presidente da Comissão Episcopal do Mutirão para a Superação da Miséria e da Fome. Durante quase duas décadas à frente da arquidiocese de Mariana (MG), o bispo deu forte impulso pastoral àquela Igreja particular, onde a organizou em cinco Regiões Pastorais. Deu atenção à formação permanente do clero, à realização de assembleias pastorais e à reestruturação de conselhos arquidiocesanos. Também organizou pastorais, religiosos, processos formativos do Seminário Arquidiocesano e obras sociais, além do investimento na capacitação e participação dos leigos e na preservação das Igrejas históricas. (CNBB)

O programa da visita do Papa à Terra Santa. "Viagem breve, intensa e em clima sereno", diz Pe. Lombardi (15.05.2014)


Será repleta de encontros e celebrações a peregrinação do Papa Francisco à Terra Santa, programada para os dias 24, 25 e 26 de maio. O programa da viagem - a ser realizada por ocasião do 50º aniversário do encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras ocorrido em Jerusalém -, foi apresentado pelo Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi. A peregrinação à Terra Santa será a segunda viagem internacional do Papa Francisco, após a viagem ao Rio de Janeiro, para a JMJRio2013: “Serão apenas três dias. É uma viagem muito breve e muito intensa, como foram os três dias de viagem de Paulo VI. As etapas fundamentais desta viagem são a Jordânia, Amã, e também Bethany the Jordan, Belém, no do Estado da Palestina e após Jerusalém. Três Estados, três etapas fundamentais, três dias”. Uma viagem intensa marcada por uma agenda lotada: “A organização do programa levou em consideração a existência de um domingo, para a celebração da Missa em Belém e o encontro ecumênico com o Patriarca Bartolomeu e com todos os outros representantes cristãos, na parte da tarde. O dia precedente, sendo o shabbat, será dedicado à Jordânia e a segunda-feira, por sua vez, ao Estado de Israel”.

A peregrinação do Papa Francisco será também uma ocasião para recordar o 50º aniversário do encontro entre Paulo VI e Atenágoras, e a viagem do Papa Montini à Terra Santa: “Como vocês recordam foi também a primeira das viagens internacionais dos Papas, porque no tempo do Concílio houve aquele anúncio extraordinário por parte de Paulo VI de que iria à Terra Santa. E foi nos primeiros dias de janeiro. Os dias de janeiro não eram os mais propícios para realizar uma viagem à Terra Santa. Portanto, foi adiada para maio, um tempo mais adequado. Mas a idéia era justamente a de recordar aquela viagem extraordinária”.

A viagem do Papa à Terra Santa terá um caráter inter-religioso. Dimensão que caracterizará também a delegação papal: “Justamente inserimos no séquito, mesmo se não partindo de Roma, um rabino e um representante muçulmano. O Papa quis consigo, formalmente, como membro do séquito, o Rabino Skorka e o Sr. Omar Ahmed Abud, Secretário Geral do Instituto de Diálogo Inter-religioso da República da Argentina. São duas pessoas que o Papa conhece bem, desde os tempos da Argentina, com quem cultivou relações de diálogo e de amizade, desde então, e que participa, com eles deste momento assim importante”.

O primeiro dia da peregrinação, sábado, 24 de maio, será dedicado à partida de Roma para Amã e aos encontros na Jordânia: “A viagem começa na manhã de sábado, com o vôo de Roma à Amã. Na chegada do Papa não haverá nenhuma cerimônia de acolhida no aeroporto. Ele se desloca diretamente do aeroporto ao Palácio Real de Amã para a cerimônia de boas-vindas. Alí acontece primeiro a visita de cortesia ao Rei da Jordânia e após, em um grande salão, o encontro com as autoridades jordanianas no Palácio Real. Por volta das 15 horas está prevista a chegada ao Estádio Internacional de Amã. E alí haverá um giro entre a multidão com um Jeep descoberto e após a celebração da Santa Missa. Na Santa Missa está prevista a Primeira Comunhão de 1.400 crianças. Logo após, o deslocamento à Bethany beyond the Jordan, isto é, o lugar do batismo de Jesus, no lado jordaniano do Rio Jordão. O Papa dirige-se então às margens do Rio Jordão para abençoar a água, como havia feito Paulo VI. Após o Papa vai até a Igreja latina onde encontra refugiados e jovens com deficiência. Após retorna para Amã”.

No dia seguinte, domingo 25 de maio, o Santo Padre vai à Belém: “Na manhã de domingo a transferência de Amã à Belém, feita em helicóptero. Após está prevista a transferência imediata ao Palácio presidencial de Belém, onde o Presidente Mahmoud Abbas recebe o Santo Padre. Após se dirige para a Praça da Manjedoura de Belém, para a Missa. A Missa que será celebrada é uma celebração com leituras e Liturgia da Natividade. Teremos, então, a homilia do Papa, naturalmente, e então o Regina Coeli no final, pois será domingo. Por volta das 13 horas o Papa se desloca à Casa Nova, que é uma casa anexa ao Convento Franciscano, para os peregrinos. O Papa almoça com algumas famílias da Palestina. Ao final do almoço, o Papa se dirige à Basílica da Natividade. Após a visita à Gruta, o Papa se desloca para o Phoenix Center, no Campo de Refugiados de Dheisheh. Lá o Papa encontrará um grupo de crianças, provenientes de diversos campos para refugiados. Após dirige-se, imediatamente, ao heliporto de Belém, despedindo-se do Estado da Palestina”.

No domingo à tarde, o Papa chegará ao Estado de Israel. Após o encontro com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu, haverá um momento crucial e histórico com a oração ecumênica na Basílica do Santo Sepulcro: “A chegada no Estado de Israel começa com uma simples cerimônia de boas-vindas no Aeroporto de Tel-Aviv, na tarde de domingo. Então, o deslocamento para Jerusalém. O Papa dirige-se imediatamente à delegação apostólica de Jerusalém. E alí realiza-se o encontro com o Patriarca Ecumênico. Portanto, é outro momento importante da viagem. Lá acontecerá um encontro privado, um encontro historicamente importantíssimo, porque ocorre no mesmo lugar, na mesma sala, em que Paulo VI encontrou-se com Atenágoras, há 50 anos. E terá a assinatura de uma declaração conjunta. Após, os dois se transferem ao Santo Sepulcro para aquele que é considerado um evento fundamental nesta viagem: a celebração ecumênica no Santo Sepulcro. O Papa e o Patriarca chegam – não juntos – mas por caminhos diferentes, à Praça que está diante do Santo Sepulcro, entrando por duas portas diferentes a partir da Praça. Depois são acolhidos na entrada da Basílica do Santo Sepulcro pelos três superiores das comunidades do status quo: a comunidade greco-ortodoxa, a comunidade armena-ortodoxa e a Custódia da Terra Santa. O Papa e o Patriarca veneram a Pedra da Unção, que se encontra próxima à entrada e dirigem-se onde é custodiado o Santo Sepulcro. O Papa e o Patriarca entram no Santo Sepulcro para venerar o Sepulcro vazio, saem do Sepulcro, abençoam os presentes e dirigem-se após ao Calvário, ao Gólgota, acompanhados pelos três chefes das comunidades do status quo. Um momento ecumênico, que entre outras coisas, é a grande novidade ecumênica desta viagem: uma oração em comum em um lugar santo de Jerusalém, no Santo Sepulcro em particular, é algo que nunca aconteceu antes. As comunidades cristãs que podem celebrar e rezar nos lugares santos o fazem – e sempre o fizeram até agora – separadamente, nos tempos propícios e destinados às diversas comunidades. Após esta celebração – verdadeiramente histórica - o Papa e o Patriarca – desta vez juntos, no mesmo automóvel -, seguem para o Patriarcado para o jantar”.

Denso de encontros também o último dia de peregrinação na Terra Santa, segunda-feira 26 de maio: “Segunda-feira pela manhã o Papa transfere-se imediatamente para a Esplanada das Mesquitas. O Papa entra na Cúpula da Rocha, com o Grão Mufti. Às 9 horas está prevista a transferência ao Muro Ocidental, o chamado Muro das Lamentações. Lá está previsto um momento de oração do Santo Padre. O Papa se aproxima e poderá deixar o seu papel nas fissuras do muro, como é habitual. Do Muro Ocidental, o Papa se transfere ao Monte Herzl para depositar flores. Herzl é o fundador do movimento sionista. É uma comemoração distinta daquela que após fará no Yad Vashem, que ao contrário, é especificamente em memória do Holocausto. Após, a transferência ao Centro Heichal Shlomo, portanto, a sede do Grande Rabinato de Israel para a visita de cortesia aos dois grandes Rabinos de Israel. Às 11h30min, deveremos já nos dirigir ao Palácio presidencial para o encontro com o Presidente Peres. Às 12h45min transferência para a Notre Dame Jerusalém Center. Alí o Papa recebe em audiência privada o Primeiro-Ministro de Israel. Após o almoço, o Papa se transfere para Viri Galileai, que se encontra praticamente sobre o Monte das Oliveiras e é uma pequena Igreja Greco-ortodoxa. Ali o Papa encontra e se despede do Patriarca Bartolomeu. Após o Papa se transfere para a Igreja do Getsêmani, onde encontra, às 16 horas, sacerdotes, religiosos e religiosas e seminaristas. O Papa planta uma pequena oliveira, próxima àquela que foi plantada por Paulo VI há 50 anos. Após tem o último evento importante desta viagem: no Cenáculo tem lugar uma Missa com os Ordinários da Terra Santa e com o séquito papal. De helicóptero dirige-se a Tel Aviv. Em Tel Aviv despede-se do Estado de Israel e parte com destino à Roma, onde deve chegar por volta das 23 horas”.


Não existem motivos para duvidar – concluiu Pe. Lombardi – que a viagem se desenvolverá num clima sereno.



“Acreditar com o coração, não só com o intelecto”, diz Papa Francisco (13.05.2014)


“22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”. 25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”. (Jo 10,22-30)

“Não se pode entender as coisas de Deus só com a cabeça; é preciso abrir o coração ao Espírito Santo”. Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã do dia 13de maio, na Casa Santa Marta. O Pontífice sublinhou que a “fé é um dom de Deus, mas não pode ser recebida por quem vive ‘separado’ de seu povo e da Igreja. Observando as leituras do dia, Francisco falou que existem “dois grupos de pessoas”. A Primeira Leitura mostra aqueles que se dispersaram por causa da perseguição desencadeada depois da morte de Estevão. “Foram dispersos com a semente do Evangelho e a levaram a todos os lugares”. No início, falavam somente aos judeus. Depois, “de modo natural, alguns deles, ao chegarem a Antioquia, começaram a falar também aos gregos”. “Assim, lentamente” - o Papa continuou - “abriram as portas aos gregos, aos pagãos. Quando a notícia chegou a Jerusalém, Barnabé foi enviado a Antioquia para uma visita de inspeção e todos ficaram contentes porque uma multidão foi acrescentada ao Senhor”. “Este povo – destacou Francisco – não disse ‘vamos primeiro aos judeus, depois aos gregos, aos pagãos, a todos!’ Não! Deixou-se levar pelo Espírito Santo, foi dócil ao Espírito Santo”. Depois, uma coisa leva à outra, e “acabaram abrindo as portas a todos: inclusive aos pagãos, que segundo sua mentalidade, eram impuros. Abriam as portas a todos”. Este é o primeiro grupo de pessoas, dóceis ao Espírito Santo. “Algumas vezes – acrescentou Francisco –, o Espírito Santo nos leva a fazer coisas fortes, como levou Filipe a batizar o ministro etíope; como levou Pedro a batizar Cornélio”. “Outras vezes, o Espírito Santo nos conduz, suavemente, e a virtude é justamente deixar-se levar por ele, não fazer resistência, ser dócil ao Espírito Santo. E o Espírito Santo age hoje na Igreja, age hoje em nossa vida. Vocês podem me dizer: “Eu nunca o vi!”; “Preste atenção, têm na cabeça coisas boas?”. É o espírito que convida a percorrer aquele caminho! É preciso docilidade ao Espírito Santo!”. O segundo grupo que as Leituras nos apresentam “são os intelectuais” que se aproximam de Jesus no templo: são os doutores da Igreja. Jesus, observou o Papa, sempre teve problemas com eles, “porque queriam sempre entender: refletiam sobre as mesmas coisas, pois acreditavam que a religião era somente algo de cabeça, de leis”. Para eles, era necessário “cumprir os mandamentos e nada mais. Não imaginavam que o Espírito Santo existisse”. Interrogavam Jesus, “queriam discutir. Estava tudo na cabeça, tudo é intelecto”. “Nessas pessoas, acrescentou Francisco, não há coração, não há amor e beleza, não há harmonia”, querem somente “explicações”: “E você explica e eles, não convencidos, voltam com outra pergunta. E assim: rodam, rodam… Rodaram em volta de Jesus toda a vida, até o momento que conseguiram pegá-lo e mata-lo! Eles não abriram o coração ao Espírito Santo! Acreditavam que inclusive as coisas de Deus podiam ser compreendidas somente com a cabeça, com as ideias, com as próprias ideais. Eram orgulhosos. Acreditavam que sabiam tudo. E aquilo que não entrava em sua inteligência, não era verdade. Um morto podia até ressuscitar diante deles, mas não acreditariam!”. Francisco destacou que Jesus foi além e disse algo forte: “Vocês não acreditam porque não são parte das minhas ovelhas! Não acreditam porque não são o povo de Israel. Abandonaram o povo. Estão na aristocracia do intelecto”. Esta atitude, advertiu o Pontífice, “fecha o coração. Eles renegaram o seu povo”: “Essas pessoas se distanciaram do povo de Deus e, por isso, não podiam acreditar. A fé é um dom de Deus! Mas a fé chega se estiver no povo, se acreditar que esta Igreja é Povo de Deus. Ao afastar-se da Igreja, comete-se o pecado de resistir ao Espírito Santo”. Há “dois grupos de pessoas”, retomou o Papa, os da doçura, das pessoas doces, humildes e abertas aos Espírito Santo”, e outro grupo, “orgulhoso, suficiente, soberbo, distante do povo, aristocrático do intelecto, que fechou as portas e resistiu ao Espírito Santo”.  “E não se trata de teimosia, disse Francisco, é muito mais: “É ter o coração duro! E isso é ainda mais perigoso”. Olhando esses dois grupos de pessoas, “peçamos ao Senhor a graça da docilidade ao Espírito Santo para prosseguir na vida, para sermos criativos e alegres”. E quando “há muita seriedade, o Espírito Santo não está presente”. Peçamos, portanto, “a graça da docilidade e que o Espírito Santo nos ajude a nos defender deste espírito da suficiência, do orgulho, da soberba e do fechamento do coração ao Espírito Santo”.

Estela Márcia (adaptações)



Lede e meditai assiduamente a palavra do Senhor para acreditar naquilo que lestes, ensinai o que aprendestes na fé, vivei o que ensinastes - DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES (11.05.2014)


ORDENAÇÕES PRESBITERIAIS
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
IV Domingo de Páscoa, 11 de Maio de 2014
Queridos irmãos!

Estes nossos filhos e irmãos foram chamados à ordem do presbiterado. Como vós bem sabeis, o Senhor Jesus é o único sumo sacerdote do Novo Testamento; mas n’Ele também todo o povo santo de Deus foi constituído povo sacerdotal. Contudo, entre todos os seus discípulos, o Senhor Jesus quer escolher alguns em particular, para que exercendo publicamente na Igreja em seu nome o ofício sacerdotal a favor de todos os homens, continuem a sua pessoal missão de mestre, sacerdote e pastor.

Depois de uma reflexão madura, agora estamos prestes a elevar à ordem dos presbíteros estes nossos irmãos, a fim de que ao serviço de Cristo mestre, sacerdote e pastor cooperem para edificar o Corpo de Cristo, que é a Igreja, no povo de Deus e templo santo do Espírito.

Com efeito, eles serão configurados a Cristo sumo e eterno sacerdote, ou seja, serão consagrados como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento, e com este título, que os une no sacerdócio ao seu bispo, serão pregadores do Evangelho, pastores do povo de Deus, e presidirão as acções de culto, especialmente na celebração do sacrifício do Senhor.

Quanto a vós, irmãos e filhos diletíssimos, que estais para ser promovidos à ordem do presbiterado, considerai que exercitando o ministério da sagrada doutrina sereis participantes da missão de Cristo, único mestre. Proclamai a todos aquela Palavra, que vós mesmos recebeis com alegria, das vossas mães, das vossas catequistas. Lede e meditai assiduamente a palavra do Senhor para acreditar naquilo que lestes, ensinai o que aprendestes na fé, vivei o que ensinastes. Portanto, a vossa doutrina, que não é propriedade vossa, seja nutrimento para o povo de Deus: vós não sois proprietários da doutrina! É a doutrina do Senhor, e vós deveis ser fiéis à doutrina do Senhor! Por conseguinte, a vossa doutrina seja o alimento para o povo de Deus, o perfume da vossa vida seja alegria e apoio aos fiéis de Cristo, para que com a palavra e o exemplo edifiqueis a casa de Deus, que é a Igreja.

E assim vós continuareis a obra santificadora de Cristo. Mediante o vosso ministério o Sacrifício espiritual dos fiéis torna-se perfeito, porque unido ao sacrifício de Cristo, que pelas vossas mãos em nome de toda a Igreja é oferecido de modo incruento sobre o altar na celebração dos santos mistérios.

Portanto, reconhecei o que fazeis, imitai o que celebrais, para que, participando no mistério da morte e ressurreição do Senhor, carregueis a morte de Cristo nos vossos membros e caminheis com ele na novidade de vida.

Com o baptismo agregareis novos fiéis ao povo de Deus; com o sacramento da Penitência perdoareis os pecados em nome de Cristo e da Igreja. E aqui quero deter-me e pedir-vos, por amor a Jesus Cristo: nunca vos canseis de ser misericordiosos! Por favor! Tende esta capacidade de perdão que o Senhor teve, o qual não veio para condenar, mas para perdoar! Tende misericórdia, tanta! E se tiverdes o escrúpulo de ser demasiado «perdoadores», pensai naquele santo sacerdote do qual vos falei, que ia diante do tabernáculo e dizia: «Perdoa-me, Senhor, se perdoei demasiado. Mas foste tu que me deste o mau exemplo!». E eu digo-vos, verdadeiramente: sofro tanto quando encontro pessoas que já não se vão confessar, porque foram maltratadas, repreendidas. Sentiram que lhes eram fechadas na cara as portas da igreja! Por favor, não façais isso: misericórdia, misericórdia! O bom pastor entra pela porta e a porta da misericórdia são as chagas do Senhor: se entrardes no vosso ministério pelas chagas do Senhor, não sareis bons pastores.

Com o Óleo santo dareis alívio aos enfermos; celebrando os ritos sagrados e elevando nas várias horas do dia as orações de louvor e de súplica, vós sereis a voz do povo de Deus e da humanidade inteira.

Cientes de que fostes sido escolhidos entres os homens e constituídos em seu favor para estar ao serviço das coisas de Deus, exercitai com júbilo e caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, concentrados unicamente em agradar a Deus e não a vós mesmos.

E pensai naquilo que dizia santo Agostinho sobre os pastores que procuravam agradar a si mesmos, que usavam as ovelhas do Senhor como refeição e para se vestirem, para vestir a majestade de um ministério que não se sabia se era de Deus. Enfim, participando na missão de Cristo, chefe e pastor, em comunhão filial com o vosso bispo, comprometei-vos por unir os fiéis numa única família, para os conduzir a Deus por meio de Cristo no Espírito Santo. Tende sempre diante dos olhos o exemplo do Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir, e procurar salvar o que estava perdido.

 







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"Igreja concede graça, não cria burocracia", diz o Papa Francisco (08.05.2014)


“Naqueles dias, 26um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém.28Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” 31O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. 34E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” 35Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36Eles prosseguiam o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. 37Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?” 38O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água e Filipe batizou o eu­nuco. 39Quando saíram da á­gua, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evan­gelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.” (At 8,26-40)

A partir da Primeira Leitura, o Papa Francisco disse na missa da manhã do dia 08 de maio, que “na Igreja, quem administra sacramentos deve dar espaço à graça de Deus e não criar obstáculos ‘burocráticos’”. Este foi o teor da homilia da missa presidida na Casa Santa Marta. “Quem faz evangelização é Deus”: palavra do Papa Francisco, que reafirmou esta verdade opondo-a ao excesso de burocratização que por vezes na Igreja pode impedir a aproximação das pessoas a Deus. O modelo a seguir é o Apostolo Filipe, que na leitura dos Atos dos Apóstolos, evidencia as três qualidades cristalinas de um cristão: docilidade de espírito, diálogo e confiança na graça. A primeira se destaca no momento em que o Espírito manda Filipe interromper suas atividades e ir até a carruagem na qual viajavam, de Jerusalém para Gaza, a rainha dos etíopes e o ministro. “Ele, Filipe, obedece. É dócil ao chamado do Senhor. certamente deixou de lado muitas coisas que tinha que fazer, porque naquela época, os apóstolos eram muito atarefados na evangelização. Ele deixa tudo e vai. Isto nos mostra que sem docilidade à voz de Deus, ninguém pode evangelizar, ninguém pode anunciar Jesus Cristo. No máximo, pode anunciar a si mesmo”. Para Filipe, o encontro com o ministro etíope é uma ocasião de anunciar o Evangelho, mas este anúncio não é um ensinamento que vem do alto, imposto. É um diálogo que o Apóstolo tem o escrúpulo de começar respeitando a sensibilidade espiritual de seu interlocutor, que está lendo, mas sem entender, um texto do Profeta Isaías: “Não se pode evangelizar sem diálogo, porque se começa justamente de onde é preciso evangelizar. Como é importante o diálogo. “Padre, perde tanto tempo com as estórias de todos!”. Deus perdeu mais tempo na criação do mundo, e o fez bem!. Perder tempo com a outra pessoa é importante porque é ela que Deus quer que se evangelize, que lhe seja dada a notícia de Jesus”. As palavras de Filipe despertam no ministro etíope o desejo de ser batizado, e no primeiro riacho que encontram na estrada, o Apóstolo administra o Batismo ao etíope. “Leva-o – observou o Papa – às mãos de Deus, à sua graça”. Assim, o ministro, por sua vez, será capaz de gerar a fé e “talvez isso nos ajude a entender melhor que quem faz a evangelização é Deus”. “Pensemos nestes três momentos da evangelização: a docilidade para evangelizar, fazendo o que Deus manda; o diálogo com as pessoas, partindo de onde elas estão; e o terceiro: entregar-se à graça, pois ela é mais importante do que toda a burocracia. “O que impede que?”: às vezes, na Igreja, somos uma fábrica que produz impedimentos para as pessoas chegarem à graça. Que o Senhor nos faça entender isso”, concluiu Francisco.

Estela Márcia (Adaptações)



 





sábado, 10 de maio de 2014

Pelo dia das Mães! (11 de Maio de 2014)


Obrigada Li! Obrigada Ju! Obrigada filhas! Vocês sempre me surpreendem!
Quero agradecer a Deus por ter me concedido a alegria de ter duas filhas maravilhosas...
Mas quero e preciso agradecer também pela Mãe que Ele me concedeu, e que me ensinou a ser mãe nas grandes e nas pequenas coisas.
Saibam meninas...
Vocês são os dois grandes presentes que Deus que concedeu para amar e cuidar!
Vocês são o complemento de tudo aquilo que Deus queria me conceder, pois são diferentes, mas se completam, e completam o coração e a vida da mamãe!
Que bom, filhas! Vocês são diferentes na personalidade, nas escolhas, ... mas são iguais no amor que dispensam à família, no valor que dão à vida e na fé que têm em Deus!
Vocês são as riquezas que mesmo sem compreender, um dia, na juventude, eu havia pedido a Deus!
Vocês, Li e Ju, são especiais naquilo que cada uma recebeu com "dom" de Deus, mas especialmente, no jeito carinhoso e cuidadoso de preservar o amor e a obediência filial!
Vocês são as minhas meninas, e me fazem mais mãe, quando me permitem dar os "conselhos" para as suas decisões, participar de suas escolhas, ou quando pedem as "receitinhas"... - de cozinha... de uma aula... seja de português ou de história... rsrsrs!
O dia que estamos comemorando é o dia que celebramos sempre, todos os dias, porque vocês jamais esquecem que são filhas. Muito obrigada as duas e a cada uma!
Obrigada meninas por vocês existirem! Vocês são o motivo do meu agradecimento a DEUS neste dia!
Obrigada Senhor pelo dom da maternidade, e com ele, a Vossa Sabedoria para executar tamanha tarefa!
Obrigada Senhor, por dar razão a minha maternidade, e com ela, dar-me a oportunidade de contribuir com a vossa Criação!
Obrigada Senhor, por fazer com que a maternidade de cada filha levasse-me ao desejo de estar mais próxima de Vós!
Obrigada Senhor por ensinar-me a ser Mãe, mesmo quando, ainda jovem, o sonho era mais cristalino do que a realidade!
Obrigada Senhor por conduzir cada gestação, cada acompanhamento infantil, cada adolescência e juventude de minhas filhas com a grandeza do amor que só de Vós poderia ter recebido!
Obrigada Senhor pela vida de cada uma delas, Lizza Marcia e Jullia Márcia, e pelo momento da vida de cada uma delas, abençoada em cada 'Deus te abençoe' que profiro em Vosso Nome!
Obrigada Senhor por poder ser Mãe e ser filha!
Obrigada Senhor por ser filha da Dona Leny - in memorian, nossa nova intercessora!
Obrigada Senhor pelos conselhos que a instruiu na formação humana e cristã de cada um de nós, seus filhos!
Obrigada Senhor por ter nos concedido uma 'mestra' da paz e da concórdia em família!
Obrigada Senhor por nos permitir aprender com ela que a vida só tem sentido se a Vossa Graça conduzir!
Obrigada Senhor por ter aprendido com ela a ser Mãe!
Acolhei a sua alma orante na eternidade, Senhor!
Acolhei a sua oração por todos nós que a amamos, ainda neste mundo!
E acolhei, Senhor, todas as Mães do mundo inteiro: as idosas e as jovens, as felizes e as sofridas, as realizadas e as por se realizarem, as mães biológicas ou do coração, as mães espirituais e as mães fraternais, a fim de que, pautando as suas vidas na Vossa Graça, possamos todas nós, sermos a réplica de Vosso Amor para nossos filhos e para o mundo inteiro!
Bendito Sois Senhor, pela vida de todas as Mães!
Glorificado Sejas Senhor, por fazer-nos participantes do Vosso Amor!
Tudo isso Vos entrego e peço sob o olhar da Virgem Maria, Mãe de todas as mães - Vossa Filha, Mãe e Esposa! AMÉM!

Estela Márcia (Maio de 2014)