quinta-feira, 25 de abril de 2013

Salve São Marcos evangelista! (25 de abril)

São Marcos, ou João Marcos hebreu de origem, da tribo de Levi, foi um dos primeiros discípulos de São Pedro, que na festa de Pentecostes receberam o santo Batismo das mãos do Apóstolo, razão talvez, de Pedro em sua primeira epístola o chamar “seu filho” (1Pe 5, 13). Os atos dos Apóstolos (12, 12) mencionam a mãe de Marcos, Maria, proprietária de uma casa em Jerusalém, onde os cristãos realizavam suas reuniões, alguns críticos têm sugerido que a casa, de que se fala em At 12.12, era aquela mesma casa onde (na vida do pai de Marcos) se celebrou a última Ceia (Mc 14.14) - que o Jardim de Getsêmani lhe pertencia - e que o próprio Marcos era o homem do cântaro a que se refere Mc 14.13. Interpretações tradicionais de seu Evangelho o vêem no jovem que fugiu nu quando da prisão de Jesus no Monte das Oliveiras.
Autores há, que em Marcos reconhecem o parente de Barnabé, e quem, bem moço ainda, com este a São Paulo se associou na primeira viagem apostólica e, terminada esta, para Jerusalém voltou. Na segunda viagem paulina não o vemos ao lado do apóstolo (At. 15, 3).
Mais tarde, porém, foi companheiro de São Paulo na primeira prisão do mesmo em Roma (Fm 4); pelo mesmo apóstolo foi mandado aos Colossenses (Cl 4, 10). Prisioneiro pela segunda vez, Paulo escrevia a Timóteo pedindo-lhe que levasse consigo, de Éfeso para Roma, o seu discípulo e colaborador, já que este lhe era muito útil em seu ministério (2Tm 4,11).  Seu apostolado é intimamente ligado também ao de São Paulo, em Roma, onde desenvolveu um zelo e atividade apostólicos tais, que seu Chefe desejou tê-lo sempre em sua companhia.
Em Roma teve Marcos o prazer de ver os belos frutos, que a pregação do príncipe dos Apóstolos produzira, crescendo dia por dia o número dos que pediam o santo Batismo. Durante sua ausência, São Pedro confiou a Marcos a vigilância sobre a jovem Igreja. Atendendo ao insistente pedido dos primeiros cristãos de Roma, de deixar-lhes um documento escrito, que contivesse tudo que da sua e da boca de Pedro ouviram da vida, da doutrina, dos milagres e da morte de Jesus Cristo. Marcos escreveu o Evangelho que lhe traz o nome, dos quatro Evangelhos o mais curto e por assim dizer, o mais incompleto; não contém a história da Infância de Cristo, nem o sermão da montanha. São Pedro leu-o, aprovou-o e recomendou aos cristãos que dele fizessem a leitura.
Depois de ter passado alguns anos em Roma, Marcos pregou o Evangelho na ilha, de Chipre, no Egito e nos países vizinhos. As conversões produzidas por esta pregação contavam-se aos milhares. Milhares de ídolos ruíram por terra, e nos lugares dos templos se ergueram igrejas cristãs. O Egito, antes um país entregue à mais crassa idolatria, tornou-se teatro da mais alta perfeição cristã e refúgio de muitos eremitas. Marcos trabalhou 19 anos em Alexandria, onde a Igreja chegou a um estado de extraordinário esplendor. Não satisfeitos com a observância de tudo aquilo que o Evangelho apresentava como indispensável, inúmeros eram aqueles que viviam em perfeita castidade. O número dos cristãos cresceu de tal maneira, que para todos terem ocasião de assistir ao santo sacrifício da Missa e à pregação, foi necessário destacar um número de casas bem grande onde se pudessem reunir.
Tão grande prosperidade da causa do Senhor não podia deixar de inquietar e irritar os sacerdotes pagãos contra o grande Apóstolo. Marcos, sabendo que os inimigos seus e de Cristo estavam conspirando contra sua vida, e prevendo uma generalização da perseguição, na qual muitos cristãos poderiam não ter a força de perseverar na fé, deu à Igreja de Alexandria um novo bispo, na pessoa de Aniano, e ausentou-se da cidade. Dois anos durou essa ausência. Ao voltar, havia uma grande festa, que os pagãos celebravam em honra do deus Serapis. A maior homenagem que podiam render à divindade, havia de ser — assim opinavam os idólatras — a oferta da vida do Galileu: por este nome era conhecido o grande evangelista .
Imediatamente se puseram a caminho em busca de Marcos. A eles se uniu a multidão. Descobrir-lhe o paradeiro e penetrar na casa que o hospedava, foi obra de minutos. Marcos estava celebrando os santos mistérios, quando a horda sequiosa do seu sangue, entrou. Prenderam-no e, com grande brutalidade, conduziram-no pelas ruas da cidade. O trajeto todo ficou marcado pelo sangue do Mártir. Marcos nenhuma resistência fez; ao contrário, deu louvor a Deus por ter sido achado digno de sofrer pelo nome de Cristo.
Na noite seguinte apareceu-lhe um anjo e disse-lhe: “Marcos, Servo de Deus, teu nome está escrito no livro da vida, e tua memória jamais se apagará. Os Arcanjos receberão em paz teu espírito”.
Além desta teve a aparição de Deus Nosso Senhor, da maneira por que muitas vezes o tinha visto durante a vida mortal e disse-lhe: “Marcos, a paz seja contigo”. Estas, como as palavras do Anjo, encheram a alma do Mártir de grande consolo e ânimo.
O dia seguinte, 25 de abril, foi o dia do martírio. Os pagãos maltrataram-no de um modo tal que morreu no meio das crueldades. As últimas palavras que proferiu foram: “Em vossas mãos entrego o meu espírito”.
Os pagãos quiseram incinerar-lhe o corpo. Uma fortíssima tempestade, que sobreveio, frustrou-lhes os planos e forneceu aos cristãos ocasião de tirar o corpo e dar lhe honesta sepultura, numa rocha em Bucoles.
Em 815 foram as relíquias de São Marcos transportadas para Veneza, onde ainda se acham. O leão é o símbolo deste evangelista, que inicia seu Evangelho com estas palavras: “Voz daquele que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor”.
Fonte: Santo do Dia

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A união natural dos fiéis em Deus pela encarnação do Verbo

              
Proclamamos como uma verdade que a Palavra se fez carne (Jo 1,14) e que na ceia do Senhor nós recebemos esta mesma Palavra que se fez carne. Então, como se pode negar que permaneça naturalmente em nós aquele que, ao nascer como homem, não só assumiu a natureza da nossa carne como inseparável de si, mas também uniu sua natureza humana à natureza divina no sacramento em que nos dá a comunhão do seu corpo? Deste modo todos somos um só, porque o Pai está em Cristo e Cristo está em nós. Portanto, ele está em nós pela sua carne e nós estamos nele; e através dele, o que nós somos está em Deus.

        Em que medida estamos nele pelo sacramento da comunhão com sua carne e com seu sangue, o próprio Cristo o afirma quando diz: Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis, pois eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós (Jo 14,19.20). Se com estas palavras o Senhor pretendia apenas significar uma unidade de vontade, por que então estabeleceu uma certa gradação e ordem na realização de tal unidade? Assim procedeu para acreditarmos que ele está no Pai pela natureza divina, e que nós estamos nele pelo seu nascimento corporal; além disso, ele também está em nós pelo mistério dos sacramentos. Ensina-nos desta forma a perfeita unidade estabelecida por meio do único Mediador. Nós estamos unidos a Cristo, que é inseparável do Pai, e Cristo, sendo inseparável do Pai, permanece unido a nós. Deste modo, temos acesso à unidade com o Pai. Porque se Cristo está por natureza no Pai, por ter sido gerado por ele, e se nós por natureza estamos em Cristo, então de certa maneira, também nós estamos por natureza no Pai através de Cristo. 
        Até que ponto esta unidade é natural em nós, o mesmo Senhor o declara: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em mim e eu nele (Jo 6,56). Realmente, ninguém poderá estar em Cristo, se Cristo não estiver nele; isto é, Cristo somente assume em si a carne daquele que recebe a sua.
        O Senhor já havia ensinado antes o mistério desta perfeita unidade, dizendo: Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim (Jo 6,57). Vive, portanto, pelo Pai; e do mesmo modo que vive pelo Pai, também nós vivemos pela sua carne.
        Toda a comparação deve ser adaptada à inteligência de tal modo que o exemplo proposto nos ajude a compreender o mistério de que tratamos. Esta é, portanto, a causa da nossa vida: Cristo, pela sua carne,habita em nós, seres carnais, para que nós vivamos por ele como ele vive pelo Pai. (Do Tratado sobre a Trindade, de Santo Hilário, bispo - séx.IV) 



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Santo Padre completa 40 anos de profissão religiosa

O Papa Francisco comemora, nesta segunda-feira 22 de abril de 2013, 40 anos de profissão religiosa.
Em 22 de abril de 1973, Jorge Mario Bergoglio fez a profissão perpétua na Companhia de Jesus.
A data 22 de abril é uma das datas clássicas em que os jesuítas professam seus últimos votos no final de um longo período de formação religiosa.
Em 22 de abril de 1542, Santo Inácio de Loyola e seus primeiros companheiros fizeram a profissão solene, em Roma, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, depois da aprovação do Papa Paulo III da nova ordem nascente.
Nesse mesmo local, o Papa Francisco se deteve em oração diante do ícone de Nossa Senhora, em 14 de abril, no final da missa de tomada de posse dessa basílica papal dedicada ao Apóstolo dos Gentios.


"Fazer da Eucaristia o centro das comunidades cristãs"






O Papa Francisco convida a "intensificar a vida de oração fazendo da Eucaristia um verdadeiro centro das comunidades cristãs, onde o louvor e a ação de graças sejam o impulso para um renovado compromisso com a evangelização e comunhão eclesial". Conclui pedindo a amorosa proteção de Nossa Senhora dos Anjos... (Mensagem aos participantes do 4° Congresso Eucarístico Nacional realizado em Cartago, Costa Rica, de 14 a 21 deste mês, sobre o tema "Eucaristia: pão de vida para o nosso povo".


Papa Francisco: os cristãos são humildes, pobres e mansos; os carreiristas não têm fé

O Evangelho do Bom Pastor com Jesus que se define "a porta das ovelhas" esteve no centro da homilia do Papa, na manhã desta segunda-feira, na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano. No Evangelho proposto pela liturgia do dia (Jo 10,1-10), Jesus diz que quem não entra no recinto das ovelhas pela porta, não é o pastor. A única porta para entrar no Reino de Deus, para entrar na Igreja – afirmou o Papa –, é Jesus mesmo.

"Quem não entra no recinto das ovelhas pela porta, mas chega até elas de outra parte, é um ladrão ou um brigante." É "alguém que quer tirar proveito para si mesmo" – disse o Pontífice – é alguém que "quer ascender": "Também nas comunidades cristãs existem os carreiristas, não?, que buscam proveito próprio... e conscientemente ou inconscientemente enganam entrar, mas são ladrões e brigantes. Por quê? Porque roubam a glória a Jesus, querem a glória para si e isso é aquilo que Jesus dizia aos fariseus: 'Vós buscais a glória um ao outro...'. De certo modo, uma religião de negócio, não? Dou a glória a ti e tu dás a glória a mim. Mas estes não entraram pela porta verdadeira. A porta é Jesus e quem não entra por esta porta erra. E como faço para saber que a porta verdadeira é Jesus? Como faço para saber que esta porta é a porta de Jesus? Pegue as Bem-aventuranças e faça aquilo que dizem as Bem-aventuranças. Seja humilde, seja pobre, seja manso, seja justo..."

Mas "Jesus – prosseguiu o Papa – não é somente a porta: é o caminho, é a estrada. Existem muitas trilhas, talvez mais vantajosas para chegar, mas são "enganosas, não são verdadeiras: são falsas. Somente Jesus é o caminho: "Algum de vocês poderá dizer: 'Padre, o senhor é fundamentalista!' Não, simplesmente, isso foi dito por Jesus: 'Eu sou a porta', 'Eu sou o caminho' para dar-lhe a vida. Simplesmente. É uma porta bela, uma porta de amor, é uma porta que não nos engana, não é falsa. Sempre diz a verdade. Mas com ternura, com amor. Mas sempre temos aquilo que foi a origem do pecado original, não? Queremos ter a chave de interpretação de tudo, a chave e o poder de fazer a nossa estrada, qualquer que ela seja, de encontrar a nossa porta, qualquer que ela seja."

"Às vezes temos a tentação de ser por demais donos de nós mesmos, e não humildes filhos e servos do Senhor", afirmou Francisco:
"E essa é a tentação de buscar outras portas ou outras janelas para entrar no Reino de Deus. Somente se entra no Reino de Deus por aquela porta que se chama Jesus. Somente se entra por aquela porta que nos leva a uma estrada que é um caminho que se chama Jesus, e nos leva à vida que se chama Jesus. Todos aqueles que fazem diferente – diz o Senhor –, que sobem para entrar pela janela, são 'ladrões e brigantes'. O Senhor é simples. Não fala difícil: Ele é simples."

O Papa convidou a pedir "a graça de bater sempre àquela porta": "Às vezes está fechada: estamos tristes, desolados, temos problemas para bater àquela porta. Não devemos buscar outras portas que parecem mais fáceis, mais confortáveis, mais ao alcance da mão. Sempre aquela porta: Jesus. E Jesus jamais desilude, Jesus não engana, Jesus não é um ladrão, não é um brigante. Deu a sua vida por mim: cada um de nós deve dizer isso: 'E tu que destes a vida por mim, por favor, abre, para que eu possa entrar'."





domingo, 21 de abril de 2013

Papa preside ordenação sacerdotal:"sejam pastores, não funcionários. Sejam mediadores, não intermediários"

Na manhã deste domingo, o Papa Francisco presidiu, na Basílica de São Pedro, à ordenação de dez novos
sacerdotes para a diocese de Roma. Antes da celebração, o Santo Padre dirigiu-se à Sacristia para rezar junto com os ordenandos, confiando seus ministérios a Nossa Senhora, um gesto que costumava realizar por ocasião das ordenações sacerdotais na Argentina.

O Santo Padre iniciou a homilia refletindo sobre o ministério ao qual estavam sendo elevados os ordenandos. “Como vocês bem sabem – disse o Papa - o Senhor Jesus é o único Sumo Sacerdote do Novo Testamento, mas nele também todo o povo de Deus foi constituído povo sacerdotal”.
Após, explicou que Jesus quis, entre todos os discípulos, escolher alguns em particular, para exercerem publicamente na Igreja, em seu nome, a missão sacerdotal em favor de todos os homens. E acrescentou “o Pai enviou Jesus, que por sua vez enviou primeiramente os apóstolos e depois os bispos e os seus sucessores, aos quais foram dados os presbíteros como colaboradores, que, unidos no ministério sacerdotal, são chamados ao serviço do povo de Deus”.
Dirigindo-se aos que receberiam a ordem do presbiterado a seguir, o Santo Padre recordou que eles seriam participantes da missão de Cristo, único mestre e disse: “Dispensem a todos a Palavra de Deus que vocês mesmos receberam com alegria. Recordem-se de vossas mães, de vossas avós, de vossas catequistas que deram a vocês a palavra de Deus, a fé...aquele dom da fé. Transmitiram a vocês este dom da fé. Leiam e meditem assiduamente a Palavra do Senhor, para acreditar naquilo que leram, para ensinar aquilo que aprenderam da fé, e para viver aquilo que ensinaram.”
O Santo Padre recordou que “a Palavra de Deus não é propriedade vossa: é a Palavra de Deus. E a Igreja é guardiã da Palavra de Deus” e pediu que “a vossa doutrina seja alimento para o Povo de Deus; e o perfume da vossa vida, alegria e sustento aos fiéis de Cristo, pois com a Palavra e com o exemplo, é edificada a casa de Deus, que é a Igreja.
“Reconheçam aquilo que fazem. Imitem aquilo que celebram, para que, participando ao ministério da morte e ressurreição do Senhor, levem nos vossos membros a morte de Cristo e caminhem com Ele na novidade de vida”.
Falando sobre os sacramentos do Batismo – que agrega novos fiéis ao Povo de Deus -, e o da Penitência que perdoa os pecados me nome de Cristo e da Igreja, o Santo Padre recordou a necessidade da misericórdia e o carinho pelos anciãos: “hoje vos peço em nome de Cristo e da Igreja, por favor, não se cansem de serem misericordiosos. Com o óleo santo dareis alívio aos enfermos e também aos anciãos. Não tenham vergonha de ter ternura com os anciãos...Celebrando os sagrados ritos e elevando nas diversas horas do dia orações de louvor e súplica, sereis a voz do Povo de Deus e de toda a humanidade”.
A este ponto, o Santo Padre uma admoestação: “Conscientes de terem sido escolhidos entre os homens e constituídos em seu favor para esperar nas coisas de Deus, exercitem com alegria e com caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, unicamente com a intenção de agradar a Deus e não a vós mesmos. Sejam pastores, não funcionários. Sejam mediadores, não intermediários”.
Na conclusão, o Santo Padre pediu-lhes para “terem sempre diante dos olhos o exemplo do Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para procurar salvar aquilo que estava perdido”.



Papa Francisco neste Domingo do Bom Pastor

No twiter: Neste Domingo do Bom Pastor e do Dia das Vocações, deixou a seguinte mensagem em português: “ ‘As minhas ovelhas – diz Jesus - escutam a minha voz: Eu conheço-as e elas me seguem’. Única é a sua voz! Ele nos guia pelo caminho da vida”.

No centro do Regina Coeli deste domingo: Após presidir a missa de ordenação de dez novos sacerdotes na manhã deste domingo, na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco assomou à janela do apartamento Pontifício para recitar a oração do Regina Coeli. Na sua alocução, que antecede a oração mariana, Francisco deteve-se no Evangelho do Bom Pastor deste quarto domingo da Páscoa, dizendo que “nos quatro versículos da leitura está toda a mensagem de Jesus, existe o núcleo central do seu Evangelho: Ele nos chama a participar da sua relação com o Pai, e esta é a vida eterna”.

“Jesus – diz o Santo Padre – quer estabelecer com os seus amigos uma relação que seja reflexo daquela que Ele mesmo tem com o Pai: uma relação de pertencer reciprocamente na plena confiança, na íntima comunhão. E para exprimir este entendimento profundo, esta relação de amizade, Jesus usa a imagem do pastor com as suas ovelhas: ele as chama e elas escutam a sua voz, respondem ao seu chamado e o seguem. É belíssima esta palavra” – exclama Francisco.

Ele explica, que “o mistério da voz é sugestivo: desde o ventre de nossa mãe aprendemos a reconhecer a sua voz e aquela do papai. Do tom de uma voz percebemos o amor ou o desprezo, o afeto ou a frieza. A voz de Jesus é única! Se aprendemos a distingui-la, Ele nos guia no caminho da vida, um caminho que ultrapassa também o abismo da morte”. ‘foi Deus Pai que confiou a Jesus as ovelhas, que somos nós’, dizendo que “isto é um mistério muito profundo, não fácil de compreender. Se eu me sinto atraído por Jesus, se a sua voz aquece o meu coração, é graças a Deus Pai, que colocou dentro de mim o desejo de amor, de verdade, de vida de beleza...Jesus é tudo isto em plenitude”, afirma.

Aos jovens presentes na Praça São Pedro, perguntou: “alguma vez vocês escutaram a voz do Senhor através um desejo, uma inquietação, convidando-os a segui-lo mais de perto? Já sentiram o desejo de serem apóstolos de Jesus? À juventude é necessário propor grandes ideais. Pergunte a Jesus que coisa ele quer de ti e seja corajoso. Atrás e antes de cada vocação ao sacerdócio ou à vida consagrada, tem sempre a oração forte e intensa de alguém: de uma nona, de um nono, de uma mãe, de um pai, de uma comunidade...Por isto que disse Jesus: “Orai ao Senhor para que mande operários à sua messe”.

“As vocações – explica o Papa – nascem na oração e da oração; e somente na oração podem perseverar e dar fruto. Me agrada sublinhar isto hoje, que é o Dia Mundial de Oração pelas Vocações”.

Por fim, o Santo Padre pede orações pelos novos sacerdotes por ele ordenados na manhã de hoje, invocando a intercessão de Maria, que é a Mãe e a mulher do ‘sim’. Ela – disse o Papa – aprendeu a reconhecer a voz de Jesus desde que o levava no seu ventre. Maria nos ajude a conhecer sempre melhor a voz de Jesus e segui-la, para caminhar no caminho da vida”.

Ao final da oração do Regina Coeli, o Santo Padre fez um apelo pela paz na Venezuela: “Sigo com atenção os acontecimentos em curso na Venezuela. Os acompanho com viva preocupação, com intensa oração e com a esperança de que se encontrem caminhos justos e pacíficos para superar o momento de grave dificuldade que o país está atravessando. Convido o povo venezuelano, de modo particular os responsáveis institucionais e políticos, a rejeitar com firmeza qualquer tipo de violência e a estabelecer o diálogo baseado na verdade, no reconhecimento recíproco, na busca do bem comum e no amor pela nação.”