segunda-feira, 25 de março de 2013

Papa Francisco: Deus é paciente com as nossas fraquezas

              O emblema da infinita paciência que Deus tem pelo homem está refletido na infinita paciência que Jesus tem por Judas. O Santo Padre serviu-se da cena do Evangelho do dia, no qual Judas critica a atitude de Maria, irmã de Lázaro, de ungir os pés de Jesus com trezentos gramas de precioso perfume: teria sido melhor vendê-lo e dar o ganho aos pobres – defende Judas.
João observa no Evangelho que Judas não estava interessado pelos pobres, mas pelo dinheiro, que inclusive roubava. No entanto, "Jesus não lhe disse: 'És um ladrão'", observou o Papa.
Com o amor, afirmou, "foi paciente com Judas, buscando atraí-lo a si com a sua paciência, com o seu amor. E nos fará bem pensar – acrescentou – nesta Semana Santa, na paciência de Deus, naquela paciência que o Senhor tem conosco, com as nossas fraquezas, com os nossos pecados."
O Pontífice observou que também o trecho de Isaías, na primeira leitura, ao apresentar "o ícone daquele 'servo de Deus', evidenciou a mansidão e a paciência de Jesus – que é a paciência de Deus mesmo".
"Quando se pensa na paciência de Deus: isso é um mistério!", exclamou o Papa Francisco. "Quanta paciência Ele tem conosco! Fazemos tantas coisas, mas Ele é paciente." E o é, disse ainda, "como aquele pai que o Evangelho diz que viu o filho de longe, aquele filho que tinha ido embora com todo o dinheiro da sua herança".
E por que o viu de longe? – perguntou-se o Papa. "Porque todos os dias olhava do alto para ver se o filho retornava." "Essa é a paciência de Deus", repetiu o Papa Francisco, "essa é a paciência de Jesus".
E concluiu: "Pensemos numa relação pessoal, nesta Semana: como tem sido na minha vida a paciência de Jesus comigo? Basta isso. Depois, sairá do nosso coração uma só palavra: 'Obrigado, Senhor! Obrigado por sua paciência".

domingo, 24 de março de 2013

DOMINGO DE RAMOS, Papa Francisco exorta fiéis a permanecerem na alegria

... e marca encontro com os jovens no Rio de Janeiro

Cidade do Vaticano - Uma multidão de fiéis e peregrinos participou esta manhã, na Praça São Pedro, no Vaticano, da celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – que dá início à Semana Santa. A missa, presidida pelo Santo Padre, foi precedida pelo rito da Procissão de Ramos, que recorda a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém.

  • Na homilia, o Papa Francisco recordou que "Jesus entra em Jerusalém", e logo em seguida explicou que "entra como rei, mas segundo a ótica de Deus e não dos homens: "o seu trono real é o madeiro da Cruz", frisou o Santo Padre, acrescentando: "este é Jesus". "A multidão aclama-O como Rei. E Ele não se opõe, não a manda calar. Mas, que tipo de Rei seria Jesus? Vejamo-Lo…
"Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples. Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objeto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz!"

O Papa explicou: "Diante de Pilatos, Jesus diz: Eu sou Rei; mas a sua força é a força de Deus, que enfrenta o mal do mundo, o pecado que desfigura o rosto do homem. Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus."
  • Como é de seu estilo, o Papa Francisco fez florescer da liturgia três palavras-chave. A primeira diz respeito ao clima pleno "de luz, de alegria, de festa" que circunda Jesus quando chega à Cidade Santa, a alegria:
"Jamais sejam homens e mulheres tristes: um cristão jamais pode sê-lo! Jamais se deixem desencorajar! A nossa alegria não nasce do possuir muitas coisas, mas do ter encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do saber que com ele jamais estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis (...) E são tantos. E neste momento vem o inimigo, vem o diabo, disfarçado de anjo muitas vezes e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não lhe deem ouvidos! Sigamos Jesus!"

  • Em seguida, o Santo Padre fez mais uma exortação, como o fez outras vezes durante a homilia. Deixando o texto por um momento, escrutando a multidão acrescentou: "E por favor, não deixem roubar a esperança de vocês! Não deixem roubar a esperança! Aquela esperança que Jesus nos dá."
A este ponto, o Papa inseriu uma segunda palavra, "Cruz", após ter mostrado o paradoxo de Jesus, um rei cujo trono, disse, é uma Cruz de madeira. "Foi com a cruz que venceu o mal." A esse propósito, acrescentou:"Penso naquilo que Bento XVI dizia aos cardeais, "Os senhores são príncipes, mas de um Rei crucificado. Este é o trono de Jesus".

  • Olhemos ao nosso redor: tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade. "Queridos amigos, todos nós podemos vencer o mal que existe em nós e no mundo: com Cristo, com o Bem! Sentimo-nos fracos, inaptos, incapazes? Mas Deus não procura meios poderosos: foi com a cruz que venceu o mal! Não devemos crer naquilo que o Maligno nos diz: não podes fazer nada contra a violência, a corrupção, a injustiça, contra os teus pecados! Não devemos jamais habituar-nos ao mal! Com Cristo, podemos transformar-nos a nós mesmos e ao mundo. Devemos levar a vitória da Cruz de Cristo a todos e por toda a parte; levar este amor grande de Deus. Isto requer de todos nós que não tenhamos medo de sair de nós mesmos, de ir ao encontro dos outros."
E daquele trono desce o sangue que lava, com a misericórdia, os males do mundo: "Guerras, violências, conflitos econômicos que atingem quem é mais fraco, avidez de dinheiro, de poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E os nossos pecados pessoais: as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira. Na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição."
A terceira palavra é "jovem". Vi muitos jovens durante a procissão, afirmou o Papa Francisco, recordando que o Domingo de Ramos há 28 anos é sinônimo de Jornada da Juventude. A JMJ é uma festa por excelência e vocês, caros jovens, "têm uma parte importante na festa da fé". "Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizei-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre… mesmo aos setenta, oitenta anos! Com Cristo, o coração nunca envelhece."

  • O pensamento do Pontífice dirigiu-se à JMJ do Rio de Janeiro, etapa que será vivida – anunciou – nas pegadas de João Paulo II e de Bento XVI: "Encontremo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Vivamos a alegria de caminhar com Jesus, de estar com Ele, levando a sua Cruz, com amor, com um espírito sempre jovem! Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida."





sábado, 23 de março de 2013

Reflexão para o Domingo de Ramos (Pe. César da Canção Nova)

Ceia, a última Ceia de Jesus, é a prefiguração de sua entrega a Deus por nós e a conclusão de sua missão. Nela ele promete a restauração da humanidade e nos associa ao seu destino. “Fazei isto em memória de mim” é um mandamento convite para nos identificarmos com ele, para repartirmos nossa vida com os outros. Quando celebramos a Eucaristia, o “partir o pão eucarístico” é porque já o fizemos com nosso pão diário e com toda a nossa vida e pretendemos continuar nesse partilhar nossa vida.
Também dentro do contexto eucarístico Lucas nos coloca a atitude cristã do serviço, do ser o último. Jesus diz: “Entre vós o maior seja como o mais novo, e o que manda, como quem está servindo”. “…estou no meio de vós como aquele que serve.” Servir, dentro da visão cristã, significa ocupar mesmo o último lugar, ser autoridade significa servir!
São Lucas, no relato da Paixão, destaca a bondade e a misericórdia do Senhor.
Já no horto Jesus impede que Pedro pague mal com mal, e lhe diz para “guardar sua espada dentro da bainha”. A atitude dos cristãos para com seus adversários deverá ser a do perdão. Para Jesus, o seu discípulo não tem inimigo, aliás, o inimigo, aquele que deverá ser destruído, esmagado é o demônio. Os demais, os que fazem mal são vistos como adversários que deverão ser trabalhados para que se libertem do mal e se salvem.
Mais adiante, dentro do relato da paixão, ao ser negado por aquele a quem confiaria as suas ovelhas – Pedro -, olha-o com carinho e compreensão por sua fraqueza e a reação de Pedro foram as lágrimas de profundo arrependimento. Por isso, por essa experiência e por outras, Pedro escreveu em sua primeira: “ultrajado, não retribuía com idêntico ultraje; ele, maltratado não proferia ameaças” (1Pd 2,23).
Antes de dar o último suspiro Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes este pecado, porque não sabem o que fazem!” (Lc 23,34)
Em seu relato São Lucas comenta a atitude de pessoas como Herodes e as mulheres que estavam pelo caminho do calvário. Herodes vê Jesus como um proporcionador de benefícios. Mas Jesus não é um mercador, mas sim alguém que age em nome do Pai. Diante das mulheres que choram pelo caminho ao ver suas dores, Jesus reconhece nelas e em seus filhos os frágeis que penam por causa do interesse dos poderosos.
Finalmente Lucas apresenta Jesus morrendo entre dois bandidos. Ele nasceu entre animais, em uma estrebaria e suas primeiras visitas foram os pastores, gente impura para os judeus. Mais tarde chegam os magos, pagãos! Também ao longo de sua vida Jesus se relaciona continuamente com os desprezados da sociedade de seu tempo, os considerados impuros, como os publicanos, as meretrizes, os pecadores. Agora, na hora da morte, seus companheiros são bandidos! Seus discípulos se mantêm à distância, mas ao lado estão os dois ladrões.
Fazei isto em minha memória, tomai e comei, partilhar a vida! Celebremos a Paixão de Jesus, sua Páscoa, acolhendo o pecador, partilhando nossa fé na vitória da Vida, na certeza da vitória do perdão! O que recebemos de graça, de graça devemos dar. Recebemos o perdão de Deus mediante a redenção de Jesus Cristo! (Cidade do Vaticano)


Histórico encontro entre Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"


Castel Gandolfo - O Papa Francisco encontrou-se neste sábado, 23, pela primeira vez com seu predecessor, o Papa emérito, Bento XVI, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma. Ao meio-dia Francisco se dirigiu de helicóptero à pequena cidade para o encontro com o Papa emérito onde almoçaram juntos num fato sem precedentes na história da Igreja.
Após um vôo de 20 minutos o Papa Francisco aterrissou no heliporto das Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, acolhido pelo Papa emérito Bento XVI. Presentes também o Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro e Saverio Petrillo, Diretor das Vilas Pontifícias e Dom Georg Gänswein. Papa Francisco e Bento XVI utilizaram o mesmo automóvel para chegar até a Residência Pontifícia.
Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o helicóptero papal aterrissou às 12h15, hora de Roma. O Santo Padre estava acompanhado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Becciu, por Mons. Sapienza e por Mons. Alfred Xuereb.
Apenas o Papa tocou terra, Bento XVI se aproximou dele e houve um abraço belíssimo entre os dois, disse Pe. Lombardi. Na Residência Apostólica os dois protagonistas deste histórico encontro foram até o apartamento e imediatamente à capela para um momento de oração.
Na capela, o Papa emérito ofereceu o lugar de honra a Papa Francisco, mas esse disse: “Somos irmãos”, e pediu que se ajoelhassem juntos no mesmo banco, contou Pe. Lombardi. Após um breve momento de oração, se dirigiram para a Biblioteca privada, e por volta das 12h30, teve início o encontro reservado que durou cerca de 45 minutos.
Padre Lombardi destacou ainda que o Papa emérito estava vestindo uma simples batina branca, sem faixa e sem capa; ao invés Papa Francisco usou uma batina branca com faixa e capa.
Presentes ainda no almoço os dois secretários, portanto, Dom Georg e Mons. Xuereb.
Padre Lombardi referiu também que Papa Francisco presenteou Bento XVI com um ícone de Nossa Senhora da Humildade. O Santo Padre explicou a Bento XVI que “esta Nossa Senhora é a da Humildade, e eu pensei no senhor e quis dar-lhe um presente pelos muitos exemplos de humildade que nos deu durante o seu Pontificado”, destacou Papa Francisco.
Desde o dia 28 de fevereiro, Bento XVI reside neste local, onde acompanhou a eleição do Cardeal Bergoglio como Sumo Pontífice, e aguarda o fim das reformas no mosteiro Mater Ecclesiae dentro do Vaticano.
Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de “meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI”.
Já na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse “Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja”.
Após o almoço Papa Francisco retornou ao Vaticano.




sexta-feira, 22 de março de 2013

Meditando a Via Sacra nesta 5ª Semana da Quaresma (sexta-feira)


Meditando a Via Sacra nesta 5ª Semana da Quaresma (sexta-feira)
O exercício espiritual da Via Sacra consiste em que os fiéis percorram mentalmente a caminhada de Jesus a carregar a Cruz desde o pretório de Pilatos até o monte Calvário, meditando simultaneamente a Paixão do Senhor. Tal exercício, muito usual no tempo da Quaresma, teve origem na época das Cruzadas (séculos XI/XIII): os fiéis que então percorriam na Terra Santa os lugares sagrados da Paixão de Cristo quiseram reproduzir no Ocidente a peregrinação feita ao longo da Via Dolorosa em Jerusalém. O número de estações ou etapas dessa caminhada foi sendo definido paulatinamente, chegando à forma atual, de quatorze estações, no século XVI. O Papa João Paulo II introduziu, em Roma, a mudança de certas cenas desse percurso não relatadas nos Evangelhos por outros quadros narrados pelos Evangelistas. A nova configuração ainda não se tornou geral. O exercício da Via Sacra tem sido muito recomendado pelos Sumos Pontífices, pois ocasiona frutuosa meditação da Paixão do Senhor Jesus. Compreende quatorze estações ou etapas, cada uma das quais apresenta uma cena da Paixão a ser meditada pelo discípulo de Cristo. A Via Sacra é um exercício espiritual onde quem reza faz uma mini-peregrinação na Vida de Jesus Cristo contemplando os Mistérios de nossa Salvação, exercício este muito proveitoso para alma, costuma-se rezar nas sextas-feiras durante a quaresma. Quaresma: Tempo privilegiado de conversão e combate espiritual.
Oremos irmãos!

1ª   Estação: Jesus é condenado à morte.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

2ª   Estação: Jesus abraça a Cruz e segue para o Calvário.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

3ª   Estação: Jesus cai pela 1ª vez.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

4ª   Estação: Jesus encontra sua mãe no caminho para o Calvário.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

5ª   Estação: Jesus é ajudado por Simão Cirineu.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

6ª   Estação: Jesus tem seu rosto enxugado por Verônica.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

7ª   Estação: Jesus cai pela 2ª vez.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

 8ª   Estação: Jesus consola as mulheres de Jerusalém.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

9ª   Estação: Jesus cai pela 3ª vez.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

10ª Estação: Jesus é despido de suas vestes. 
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

11ª Estação: Jesus é pregado na Cruz.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

12ª Estação: Jesus morre na Cruz.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

13ª Estação: Jesus é descido da Cruz, e, colocado nos braços de sua santa Mãe.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

14ª Estação: Jesus é colocado no sepulcro.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

15ª Estação: JESUS RESSUSCITA DA MORTE.
Nós Vos adoramos Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém!

PAI NOSSO - 3 AVES MARIAS - GLÓRIA AO PAI
Estela Márcia

Detalhando o sacramento da confissão

ASPECTOS TEOLÓGICOS


·         O sacramento da penitência ou reconciliação é essencial para a vida da Igreja. A santidade da Igreja, componente de sua sacramentalidade, depende, em grande parte, da prática adequada deste sacramento. A penitência restitui ao batizado a condição de nova criatura, perdida pelo pecado original. Seria ilusório querer alcançar a santidade, segundo a vocação que cada um recebeu de Deus, sem se aproximar com freqüência e fervor deste sacramento da conversão e da santificação (cf. João Paulo II, Discurso aos participantes do curso sobre “Foro íntimo”, em 27 de maio de 2004. ’Oss. Romano, ed. port., nº. 14, 03 de abril de 2004, p. 05).
·         O ministério do perdão, que Cristo exerceu como sacerdote, por sua encarnação (cf. Tomás de Aquino, S. Th. q. XXII, a. III, ad primum), ele quis que fosse continuado pela Igreja. Ele instituiu pessoalmente este sacramento quando, na tarde do domingo da ressurreição, disse: “Recebei o Espírito Santo; os pecados daqueles que perdoardes serão perdoados. Os pecados daqueles que não perdoardes não serão perdoados” (Jo 20,22-23).
·         Este sacramento não só concede a remissão dos pecados, como também leva a uma verdadeira ressurreição espiritual. Quem se confessa com o desejo de progredir não recebe apenas o perdão de Deus e a graça do Espírito Santo, mas também uma luz preciosa para o caminho de perfeição.
·       As diferentes denominações deste sacramento nos ajudam a entender seus sentidos diversos, mas complementares:
1.       Sacramento da conversão: é um convite de Jesus à conversão e à volta ao Pai.
2.       Sacramento da penitência: traz a exigência de um esforço pessoal e eclesial de conversão e de arrependimento.
3.       Sacramento da confissão: a acusação dos pecados ou a confissão das faltas ao sacerdote é parte essencial deste sacramento.
4.       Sacramento do perdão: pela absolvição sacramental, Deus concede o perdão e a paz.
5.       Sacramento da reconciliação: este sacramento confere ao pecador o amor de Deus que reconcilia: “Reconciliai-vos com Deus” (2Cor 5,20).
Para o bom proveito do sacramento da reconciliação, é importante fazer uma preparação pessoal ou comunitária, que inclua o exame de consciência. “A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário, pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja” (cân. 960).
Elementos necessários para a confissão sacramental:
1.       Arrependimento ou contrição: é chamado perfeito quando nasce do amor para com Deus. Se estiver fundado em outros motivos, será um arrependimento imperfeito.
2.       Confissão dos pecados: para obter a reconciliação, é preciso declarar ao sacerdote todos os pecados graves não confessados. A Igreja recomenda, embora não seja essencial ao sacramento da penitência, a confissão das faltas veniais.
3.       Absolvição dada pelo confessor: após o aconselhamento e a penitência.
4.       Satisfação ou penitência: é o cumprimento de certos atos reparadores do prejuízo causado pelo pecado e para restabelecer os hábitos próprios ao discípulo de Cristo.
·         O sacramento da penitência supõe um processo contínuo de conversão, de retorno à comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, é também o sacramento da alegria pascal, de louvor e de ação de graças.
·         A fórmula da absolvição em uso na Igreja latina exprime os elementos essenciais do sacramento: Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. (Ritual Romano, Rito da Penitência, fórmula da absolvição).
ORIENTAÇÕES PASTORAIS
O ministério da confissão
·         Que nas paróquias e comunidades haja sempre a possibilidade regular de confissão.
·         Que os ministros do sacramento da reconciliação exerçam com bondade, sabedoria e coragem este ministério (cf. Discurso do Papa João Paulo II aos participantes do Curso sobre o Foro Íntimo. L’Os. Rom., ed. Portuguesa, no. 14, 03 de abril de 2004, p. 3).
Obrigação da confissão
·         Os pastores lembrem aos fiéis a obrigação da confissão sacramental, pelo menos uma vez por ano.
Antes da primeira eucaristia e da confirmação, faça-se a confissão sacramental individual (cf. IRS 87). Para o sacramento do matrimônio, os párocos motivem os noivos a aproximarem-se do sacramento da reconciliação.
Local da confissão
·         O lugar próprio, sem ser exclusivo, para ouvir confissões é a igreja ou oratório. Mas nada impede que este sacramento seja celebrado em outros lugares, quando há uma causa razoável (cf. cân. 964,1).
·         Haja um espaço apropriado, preparado para essa finalidade e de fácil acesso (salas ou capelas), de modo que os fiéis se sintam convidados à prática do sacramento da reconciliação, num clima de abertura e diálogo.
·         O lugar onde se celebra este sacramento, dentro da igreja, deve ser visível. Existe obrigatoriedade do confessionário tradicional com grade para uso dos confessores que o desejarem e do fiel que deseje se confessar sem revelar sua identidade. É um direito que deve ser respeitado.
Preparação para a confissão
·         Compete à Igreja oferecer aos fiéis a devida formação e as condições necessárias, para que possam celebrar este sacramento.
·         Na medida do possível, a confissão individual seja precedida de uma preparação comunitária.
·         Os pastores aproveitem os tempos fortes, como a Quaresma, a Páscoa, o Advento e o Natal, para uma adequada catequese e preparação deste sacramento, servindo-se, para isso, do Rito da Penitência.
·         Nas paróquias e comunidades, é louvável que se organizem celebrações penitenciais com o objetivo de refletir sobre o compromisso batismal à luz da Palavra de Deus e conscientizar os fiéis sobre a relevância do sacramento da reconciliação.
Confissão individual dos pecados
·         A confissão deve ser individual e íntegra, isto é, manifestar o número e as espécies de pecados e também suas circunstâncias, pois, embora o pecado tenha conseqüências comunitárias e sociais, ele é sempre pessoal e individual (cf. cân. 960).
I.                     A confissão sacramental é o meio ordinário para a absolvição dos pecados graves cometidos após o batismo, mas é também aconselhável a confissão dos pecados veniais.
II.                  “Apesar de não ser estritamente necessária, a confissão das faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela Igreja. Com efeito, a confissão regular dos nossos pecados nos ajuda a formar a consciência, a lutar contra nossas más tendências, a ver-nos curados por Cristo, a progredir na vida do espírito. Recebendo mais freqüentemente, através deste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como ele” (Catecismo da Igreja Católica, 1458).
Atendimento aos fiéis
Sejam estabelecidos horários adequados aos fiéis:
I.                     nas igrejas, deve ser sempre afixado o horário para atendimento das confissões, o qual deve estar de acordo com as condições e o tempo disponível dos penitentes;
II.                   haja ampla divulgação dos horários para atender aqueles que desejam confessar-se durante a semana ou antes das celebrações, sobretudo no domingo.
·         Que seja possibilitada aos fiéis a confissão de seus pecados antes da celebração da Eucaristia e, se necessário, até mesmo durante a celebração.
·         Nos tempos fortes do ano litúrgico, é louvável que os párocos, vigários paroquiais e outros sacerdotes se organizem em “mutirões”, para atenderem as confissões nas comunidades.
Absolvição simultânea de vários fiéis
·         A absolvição simultânea de vários fiéis só é permitida em “caráter excepcional”, em caso de iminente perigo de morte, sem tempo para que um ou mais sacerdotes ouçam as confissões de cada penitente (cf. cân. 961, §1,1o).
·         No caso de absolvição simultânea, a absolvição é apenas antecipada, e a confissão é adiada para um momento possível.
·         Cabe ao bispo, em cada diocese, e não ao confessor, determinar os casos de necessidade grave e julgar sobre a existência das condições requeridas para a absolvição simultânea (cf. cân. 961, §2).
Absolvição dos excomungados
·         Quanto à absolvição do aborto, note-se que existe a excomunhão latae sententiae (cf. cân. 1398), que, na legislação atual, é reservada ao ordinário do lugar, que determinará as modalidades em sua diocese.
·         Quanto à absolvição de um católico que passou para uma Igreja separada da comunhão plena, note-se a excomunhão, conforme os cânones 1364 e 751, por ser heresia:
I.                     Caso tenha havido ato formal, isto é, uma adesão oficial àquela comunidade, esta excomunhão é também reservada ao ordinário do lugar.
II.                   Se este católico vier a confessar-se, poderá ser absolvido graças à faculdade outorgada aos confessores.
III.                  Para estes dois casos, os cânones 1348 e 1358, §2 pedem que sejam impostas as devidas penitências pela gravidade do ato.
·         Não podem ser absolvidos os amasiados e os divorciados casados em segundas núpcias, quando o primeiro casamento foi celebrado na Igreja sem ser declarado nulo. Estes também não podem receber a eucaristia (cf. Familiaris Consortio, nº. 84; Reconciliatio et Paenitentia, nº. 34; Catecismo da Igreja Católica, 1650).

 


Quaresma: exame de consciência, arrependimento e penitência

Estamos em tempo de Quaresma, próximos da Semana Santa e em momento de reflexão. Por isso, se confessar é muito importante e essencial para a vida espiritual. O cristão, pelo menos uma vez ao ano deve se confessar em preparação para a Semana Santa e é nesta época pascal que os que ainda não o fizeram, devem aproveitar para receber o sacramento.
  • A confissão é dividida em três pontos principais: exame de consciência, arrependimento e penitência. O exame de consciência é quando paramos para pensar nos nossos pecados, nossos erros, onde podemos melhorar como cristãos. Para um bom exame de consciência podemos utilizar os dez mandamentos como base.
  • Em seguida, vem o arrependimento, que é o que faz a confissão ser verdadeira de coração. Depois de uma longa reflexão, você sente a vontade de ser melhor e seguir a vida em Cristo, se arrependendo e tendo a oportunidade de viver de acordo com o que Jesus ensinou.
  • Após refletir e se arrepender, você estará pronto para se confessar. A confissão leva-nos a cumprir uma penitência dada pelo sacerdote. Sejam orações ou ações, estas são parte do ato de confessar, é a finalização para a mudança, quando se recebe o perdão e absolvição dos pecados por Deus e pela Igreja.
  • A confissão nos dá a paz espiritual de receber a comunhão e o Corpo de Cristo, de elevar nossas preces em estado de graça ao Pai. Se confessar é se reconciliar com Deus, é admitir os erros, é ser humilde e querer ser bom.
  • “A passagem, a morte e ressurreição de Jesus Cristo, no nosso caso, é a passagem do homem velho para o homem novo. Por meio da confissão deixamos a vida velha e passamos a viver uma vida nova. Regenerando-se, restabelecendo aquilo que foi perdido por causa do pecado. A confissão é sair do sepulcro para uma vida nova” (...) a confissão não é apenas um paliativo, não é apenas um remédio, devemos nos prevenir do pecado nos confessando com frequência. “A confissão nos ajuda a manter um ritmo de vida, o cristão também tem que ter esse ritmo ordinário, de disciplina na sua vida para estar bem. Ritmo de unidade com o Senhor e com a Igreja. Os vínculos que nos faz cada dia mais santo são por meio dos sacramentos, tanto da eucaristia como da confissão”. (Padre Arnaldo Rodrigues, diretor da Preparação Pastoral da JMJ-Rio 2013).