sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Santa Teresinha e a glória ao Sagrado Coração de Jesus - 1ª Sexta-feira do Ano/2013


"Meu Deus, eu vos ofereço todas as minhas ações hoje, nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus; quero santificar as batidas de meu coração, meus pensamentos e obras mais simples, unindo-os aos seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas, lançando-as na fornalha de seu Amor Misericordioso. Ó meu Deus, peço-vos, para mim e para os que me são caros, a graça de cumprir com perfeição vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e os sofrimentos desta vida passageira, para que estejamos, um dia, reunidos no Céu, por toda a eternidade. Assim seja."

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

Estela Márcia

 04 de janeiro de 2013 / 1ª sexta-feira do mês e do ano.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Mistério da Encarnação é Mistério do Amor de Deus por nós

            O Mistério da Encarnação ao qual estamos celebrando, ainda por assim dizer, nestes primeiros dias do ano, traz em si a filiação que todos os batizados recebem a partir do Filho de Deus que 'se fez carne e habitou entre nós' (Jo 1,14a), como vai nos dizer São João. Então, diante desse Mistério de Deus se fazendo carne humana há algo imensamente importante para o nosso pequeno entendimento, o Amor que é próprio Deus, vem ao mundo para ensinar o homem a amar. Se o Mistério da Encarnação é profundo demais para o conhecimento humano apreender, também com ele, se encontra o Mistério do Amor com que Deus veio nos trazer.
            São João, o apóstolo do Amor, procura nos dar uma precisão para este Amor ao dizer-nos: "Vede, que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! " (Jo 3,1) Sim amados, é presente de Amor. É Mistério de Amor o que o Pai nos deu. Ele deu de si, deu-nos o Seu Filho único, gerado Nele e com Ele. Do alto da Majestade Trinitária, o Amor se deu de si mesmo, dando-nos Jesus como carne no seio da Virgem Maria. O Pai, querendo-nos como filho, nos deu seu Filho para nascer e morrer por nós.
            A realidade é esta, somos filhos do Amor, pois 'Deus é Amor' (IJo 4,16). É nesta dimensão que precisamos refletir sobre "o duplo sentido da caridade", meditado e ensinado por Santo Agostinho. Ele vem nos lembrar que precisamos manter na mente e no coração o fundamento do amor. E diz: "Veio o Senhor, mestre da caridade, cheio de caridade, cumprir prontamente a palavra sobre a terra (Rm 9,28), como dele foi anunciado, e sintetizou a lei e os profetas nos dois preceitos da caridade. Recordai comigo, irmãos, quais são esses dois preceitos. É preciso que os conheçais profundamente, de tal modo que não vos venham à mente só quando vo-los lembramos, mas os conserveis sempre bem gravados em vossos corações. Recordai-vos em todo momento de que devemos amar a Deus e ao próximo: a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, e de todo o nosso entendimento; e ao próximo como a nós mesmos (Mt 22,37-39)." (O duplo sentido da caridade, do Tratado sobre o Evangelho de São João, de Santo Agostinho - Séc. V)
            O Mistério da Encarnação é o Mistério do Amor de Deus por nós, disso não podemos ter dúvida. Afirmamos ainda que a síntese de toda a doutrina cristã está baseada no amor. É no amor que se explica toda a vida e a obra de salvação de Jesus Cristo feito homem. E Nele se encontra o fundamento da doutrina pregada e vivida por Ele em todos os evangelhos.
            Lembremos que a doutrina do Amor é um chamado para todos os cristãos. Ela precisa ser vivida por todos os filhos Deus. Assim, somos chamados a amar a Deus e ao próximo, e se preciso for, recomeçar tudo de novo em nós a partir desse amor.
            Diante deste Mistério de Amor nos remetemos a Santa Teresinha, a doutora da pequena via do Amor, que aprendeu com Jesus, como ninguém, a viver e a mergulhar neste Mistério de vida e de entrega ao seu eterno esposo. Através da Virgem Maria e a princesinha do Carmelo - Santa Teresinha -  nos unamos para clamar a doce experiência do Amor de Deus no profundo desejo de sermos os aprendizes que o Senhor deseja. 
 
Estela Márcia

 

             

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Salve 01 de Janeiro de 2013 com a Virgem Maria!


A Maternidade Divina e Virginal de MARIA

      Julga-se que o título Theotókos, Mãe de Deus, aparece pela primeira vez, na literatura cristã, nos escritos de Orígenes (†250). Foi solenemente proclamado pelo Concílio de Éfeso (431) (BETTENCOURT, 2004).
      Em que sentido Maria é a Mãe de Deus? Toda mãe é mãe de uma pessoa. A Pessoa que nasce de Maria é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que dela assumiu a carne humana. Maria, porém, não é mãe apenas da carne humana, mas de toda a realidade do seu Filho, o Verbo encarnado. Daí dizer-se que Maria é Mãe de Deus, mas enquanto Deus feito homem.
      Deus escolheu Maria, por benevolência ou gratuidade, para ser Mãe Santa. Portanto, encheu-a de graça. Maria correspondeu fielmente ao dom de Deus, dizendo-se e fazendo-se a serva do Senhor (cf. Lc 1,38. 44). Maria foi escolhida como filha de Sião ou como membro de um povo chamado a gerar o Messias. Isto quer dizer que o Sim de Maria é o Sim de uma coletividade; é o Sim de todo o gênero humano, chamado a se prolongar na Igreja através dos séculos (BETTENCOURT, 2004).
      Maria concebeu o Filho de Deus de maneira livre e generosa. Para isto, devia ter certo conhecimento do dom e da missão que lhe eram propostos (não se tratava de conhecimento pleno; (cf. Lc 2,50). Maria é privilegiada, mas ela se intitula “servidora de Deus e dos homens” (cf. Lc 2,38. 48). O próprio Jesus ensinou que “o maior deve ser como aquele que serve” (cf. Lc 22,26; Jo 12,13-15).
      Desde remota época a Igreja professa que Maria é sempre virgem (no sentido físico). Esta verdade pertence ao patrimônio da fé, como declarou, em conformidade com a Tradição, o Papa Paulo V (aos 7/08/1555): “A bem-aventurada Virgem Maria foi verdadeira Mãe de Deus, e guardou sempre íntegra a virgindade, antes do parto, no parto e constantemente depois do parto” (DS 1880 [993]).
       A doutrina da concepção virginal de Maria começa a ter sentido quando abordada de modo contemplativo no contexto da encarnação. As narrativas da infância de Mateus e Lucas são as únicas fontes que falam da concepção virginal de Jesus. Elas testemunham que Maria concebeu Jesus pelo poder da sombra do Espírito Santo sem intervenção masculina (cf. Lc 1,26-38; Mt 1,18-25). Os dois autores estão indicando o interesse na concepção virginal como sinal de escolha e graça divinas. A descrição extraordinária do nascimento de Jesus entra no discernimento cristológico de que Jesus é Filho de Deus, o Messias, desde o nascimento.
      Assim, a doutrina da virgindade de Maria é indicativo das origens de Jesus no mistério de Deus que não se explicita apenas por ascendência humana, mas pela iniciativa criadora de Deus. Maria é virgem e mãe. Maria Virgem porque se guardou íntegra para Deus. Virgem por guardar íntegra a Palavra de Deus: “Faça-se em mim…”. Por isso é também a “sempre virgem Maria”: avançou íntegra na “penumbra da não-visão”; avançou em “peregrinação de fé” (LG 58).

SANTA MARIA MÃE DE DEUS, rogai por nós!

Estela Márcia

 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!

            Mais um ano termina, e com ele, devem ficar os nossos louvores e agradecimentos ao nosso Deus - que já iniciamos nas páginas anteriores.
            Em meio as turbulências da vida, e em especial do ano de 2012, precisamos agir como Sidrac, Misac e Abdênago do livro de Daniel, que em meio a fornalha ardente, louvavam e exaltava o Senhor Deus em uma só voz.
            A nossa proposta hoje é também essa, de nos unir para louvar, glorificar e bendizer a Deus pelo ano que já está passando, reconhecendo a grandeza e o Poder de Deus em cuidar de tudo e de todas as coisas do alto de Sua Majestade Infinita e de Sua Proviência Criadora.
            Oremos! Cantemos! ... Ao término de 2012 e a chegada de 2013.
 
 
52. Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais, digno de louvor e de eterna glória! Que seja bendito o vosso santo nome glorioso, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação!
53. Sede bendito no templo de vossa glória santa, digno do mais alto louvor e de eterna glória!
54. Sede bendito por penetrardes com o olhar os abismos, e por estardes sentado sobre os querubins, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação!
55. Sede bendito sobre vosso régio trono, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação!
56. Sede bendito no firmamento dos céus, digno do mais alto louvor e de eterna glória!
57. Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
58. Céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
59. Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
60. Águas e tudo o que está sobre os céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
61. Todos os poderes do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
62. Sol e lua, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
63. Estrelas dos céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
64. Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
65. Ó vós, todos os ventos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
66. Fogo e calor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
67. Frio e geada, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
68. Orvalhos e gelos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
69. Frios e aragens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
70. Gelos e neves, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
71. Noites e dias, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
72. Luz e trevas, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
73. Raios e nuvens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
74. Que a terra bendiga o Senhor, e o louve e o exalte eternamente!
75. Montes e colinas, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
76. Tudo o que germina na terra, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
77. Mares e rios, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
78. Fontes, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
79. Monstros e animais que vivem nas águas, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
80. Pássaros todos do céu, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
81. Animais e rebanhos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
82. E vós, homens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
83. Que Israel bendiga o Senhor, e o louve e o exalte eternamente!
84. Sacerdotes, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
85. Vós que estais a serviço do templo, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
86. Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
87. Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
88. Ananias, Azarias e Misael, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente, porque ele nos livrou da permanência nas trevas, salvou-nos da mão da morte; tirou-nos da fornalha ardente, e arrancou-nos do meio das chamas.
89. Glorificai o Senhor porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia.
90. Homens piedosos, bendizei o Senhor, Deus dos deuses, louvai-o, glorificai-o, porque é eterna a sua misericórdia!
 
            E ... sob a unção do Espírito Santo, desejamos-lhe:

UM SANTO & VENTUROSO 2013!
Estela Márcia

    

domingo, 30 de dezembro de 2012

“As lições de Nazaré”

“Ó como gostaríamos de voltar à infância e seguir essa humilde e sublime escola de Nazaré! Como gostaríamos, junto a Maria, de recomeçar a adquirir a verdadeira ciência e a elevada sabedoria das verdades divinas (...)
  • Primeiro, uma lição de silêncio. Que renasça em nós a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito; em nós, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos em nossa vida moderna barulhenta e hipersensibilizada. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo.
  • Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social.
  • Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! É aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui, lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. Finalmente, como gostaríamos de saudar aqui todos os trabalhadores do mundo inteiro e mostrar-lhes seu grande modelo, seu divino irmão, o profeta de todas as causas justas, o Cristo nosso Senhor.” (Papa Paulo VI)
Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós e nossas famílias!
Estela Márcia

sábado, 29 de dezembro de 2012

O ADVENTO DE 2013

Estamos às portas do Ano de 2013. Fazendo todos os agradecimentos pelo ano que vai terminando, precisamos também nos revestir de uma espiritualidade toda própria para “esperar” o ano que vem.
Se no Tempo do Advento do Natal - há poucos dias vivido por toda a Igreja - vivíamos o apelo para os comportamentos essenciais do cristão, como a expectativa vigilante e alegre, a esperança, a conversão e a pobreza para a chegada do Menino-Deus, hoje estamos nos preparando com os mesmos valores, sem ilusões de um tempo mágico que “na virada”, como dizem muitos, estaríamos vivendo uma transformação. Terrível engano é este, o de pensar que num passo de mágica estaríamos “transformando” nossas vidas.
Sabemos que a transformação é possível sim, mas para isso ocorra, é necessário uma conversão de vida, de valores e de escolhas, capazes de tornarem-se todo o projeto de um “Ano Novo”, verdadeiramente novo.
Portanto, a Igreja nos propõe o mesmo ensinamento, por assim dizer, o de ter vivido um bem preparado Advento para o Natal do Senhor e um Santo tempo natalino, que como conseqüência, vem gerar para nós um “Novo Ano” e uma Nova Vida. Tudo bem preparado no espírito e na carne.
A expectativa vigilante do Ano que vira é acompanhada sempre pelo convite à alegria, como no Advento do Natal. Então todo “Advento” é tempo de expectativa alegre porque aquilo que se espera certamente acontecerá. Deus é fiel. A vinda do Salvador criou para nós um clima de alegria que a liturgia do Advento não só relembrou, mas quer também nos mergulhou.
O Batista, por Graça do Espírito Santo, diante de Cristo presente em Maria, saltou de alegria no seio de sua mãe e fortaleceu a certeza do Mistério da Encarnação. Nós também, no 1º dia do Ano precisaremos saltar de alegria por estarmos sendo abençoados pela Santa Mãe de Deus que a nós saudará com as vestes da Graça do mesmo Espírito Santo que sobre ela a inundou e santificou.
Na convocação ao testemunho da esperança, a Igreja, quer nos confortar com a figura de Maria, a Mãe de Jesus. Ela que "no céu, glorificada em corpo e alma, é a imagem e a primícia da Igreja...brilha também na terra como sinal de segura esperança e de consolação para o povo de Deusa caminho, até que chegue dia do Senhor". (2 Pd 3,10).
Esse comportamento de vigilante espera na alegria e na esperança exige sobriedade, isto é, renúncia aos excessos e a tudo aquilo que possa desviar-nos da espera do Senhor. O espírito de conversão, próprio de um Advento, possui tonalidades diferentes daquelas que teimam em perder o sentido real da festa e transformá-la em um momento de pura comemoração vazia no espírito e sobrecarregada de prazeres da carne. Busquemos nos preparar, se ainda não o fizemos, confiando em Deus e nos seus projetos de Amor e Felicidade para os que a Ele se entregam, consagrando-nos desde já ao Coração da Santa Mãe de Deus e nossa.
Estela Márcia