quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Festa de Cristo Rei e o ADVENTO

         No Domingo - o último do ano eclesiástico - confessamos a Jesus Cristo Rei e Senhor do universo. Rei e Senhor da criação inteira. O centro da história. A esperança da humanidade. Porque Cristo, que é a salvação de Deus para todos os homens, já inaugurou seu reino neste mundo.
Comemoramos este mês a festa de um Rei que, paradoxalmente, proclama a simplicidade e a humildade. Sua festa tem que ser a ocasião de aprofundarmos na verdade mais essencial de nossa fé. Nesse dia encerramos o ano litúrgico e começamos o tempo ADVENTO. A Igreja convida-nos a concentrar nossa mente e coração nesse fundamento de nossa fé; Jesus Cristo, o Senhor.
           A festa de Cristo Rei é a coroação de todo o ciclo da liturgia eclesiástica, porque na figura de Cristo Rei, se resume toda a obra salvadora do Messias. Na realidade, já tínhamos celebrado na Semana Santa a festa da realeza de Cristo, o dia da Páscoa, porque em sua ressurreição Cristo assume o domínio sobre a nova Criação redimida. Na Ascensão ao céu também, porque nesse dia foi elevado para junto do Pai, e também em cada Domingo comemoramos o dia do Senhor ao celebrar a eucaristia.  O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar.
            Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória. O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.
 
            Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país.  Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança.
            Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade. Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa. Porém, atualmente, tem-se propagado o costume de velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.
Estela Márcia (Adaptações)
 
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Salve N. S. das Graças, Mãe da Medalha Milagrosa!

           Ao celebrarmos o dia de N. S. das Graças precisamos agradecê-la por tantos feitos em nossas vidas, de nossa Igreja e de nossas famílias ...
           Com especial amor ...
          Obrigada ó Senhora das Graças pela fidelidade e intercessão para com as nosssas orações ao longo de todo este ano! 
           Muitos foram os pedidos e súplicas!
           Muitas foram as intenções!
           Muitas foram as Graças!
           Muitas foram as Bênçãos!
           Muitos são os agradecimentos! Diante das incontáveis Graças ...    
           Obrigada por ter cuidado de tudo junto ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo na vida de Lizza marcia e Bruno! 
           Permanecei em suas vidas cumulando-os de Fé, Esperança e Amor a Deus!
           Ensinai-os sempre a olharem para o Caminho, a Verdade e a Vida que é o vosso Filho Jesus Cristo!
          Fazei-os administradores dos bens do Reino dos Céus na família que o Senhor for lhes concedendo!
           N.S. das Graças, Mãe e Rainha do Céu e da Terra, rogai por nossas famílias e nossos desejos de permanecermos fiéis ao chamado que recebemos do Senhor, seja como mãe, pai, irmãos e filhos!
          Que sejamos uns para os outros aquilo que o Senhor Jesus, Rei do Universo espera de nós, amando a Deus sobre todas as coisas e aos próximo como a nós mesmos!
Salve N. S. das Graças, Mãe da Medalha Milagrosa!
Estela Márcia
 





A Devoção à Nossa Senhora das Graças

 Breve Histórico          
Foi na segunda aparição a 27 de novembro de 1830, em Paris, na França; que Nossa Senhora apareceu a uma das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, à humilde noviça Santa Catarina Labouré. Ela descreve como lhe foi revelada a Medalha da Imaculada Conceição:           
            A Virgem apareceu sobre um globo, pisando uma serpente e segurando nas mãos um globo menor, oferecendo-o à Deus, num gesto de súplica.
           
Enquanto A contemplava, Catarina ouviu uma voz que lhe disse:
              "Este globo que vês representa o mundo inteiro e especialmente a França, e cada pessoa em particular. Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que Me as pedem. Os raios mais espessos correspondem às graças que as pessoas se recordam de pedir. Os raios mais delgados correspondem às graças que as pessoas não se lembram de pedir.“
A ORAÇÃO:
             Enquanto Maria estava rodeada duma luz brilhante, de repente, o globo desapareceu e suas mãos se estendem suavemente, derramando sobre o globo brilhantes raios de luz. Formou-se assim um quadro oval, rodeado pelas palavras em letras de ouro:
             "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".
             Virou-se então o quadro, aparecendo, no reverso, um " M" encimado por uma cruz e, embaixo, os corações de Jesus e de Maria. E a Santíssima Virgem lhe pede:
 
A PROMESSA:   
  ’'Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem indulgenciada, receberão grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço; hão de ser abundantes as graças para as pessoas que a trouxerem com confiança. “
  E assim foi cunhada, em Paris, esta medalha, que logo s espalhou pelo mundo inteiro, derramando graças tão numerosas e extraordinárias que o povo, espontaneamente, passou a chamá-la: " A Medalha Milagrosa".
ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
 Súplica - Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao comtemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
         Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas.
         E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém.
Rezar 3 Ave-Marias.
 - Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
 Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.
 NOVENA DA VIRGEM IMACULADA DAS GRAÇAS
                       DA MEDALHA MILAGROSA
            Ato de Contrição- Meu bom Jesus que por mim morrestes na cruz, tende piedade de mim, perdoai os meus pecados e dai-me a graça de nunca mais pecar.
         1º Dia - 1º Aparição - Contemplamos a Virgem Imaculada, em sua primeira aparição a Santa Catarina Labouré. A piedosa noviça guiada por seu Anjo da Guarda é apresentada a Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes, como Santa Catarina, se trabalharmos com ardor na nossa santificação.
            Súplica a Nossa Senhora - Ó Imaculada, Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe ao contemplar-nos de braços derramando graças sobre os que vos pedem cheios de confiança na Vossa poderosa intercessão inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas numerosas culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor durante esta Novena as nossas prementes necessidades...( um instante de silêncio ). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa este favor que confiantes vos solicitamos para maior glória de Deus, engrandecimento do Vosso nome e bem de nossas almas e para melhor servirmos ao Vosso Divino Filho, inspirai-nos um profundo ódio ao pecado e dai-nos a coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém – Rezar 03 Ave-Marias.
            Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
         Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e de espírito a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.
            2º Dia - Lágrimas de Maria - Contemplemos Maria, chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o Coração de seu Filho seria ultrajado, a cruz escarnecida e seus filhos prediletos perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participaremos no fruto de suas lágrimas.
            3º Dia - Proteção de Maria - Contemplemos nossa Imaculada Mãe, dizendo em suas aparições a Santa Catarina: " Eu mesma estarei convosco, não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças. Sede para mim, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades.
            4º Dia - 2º Aparição - Estando Catarina Labouré em oração a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal; nesta aparição vemos seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor!
            5º Dia - As Mãos de Maria - Contemplemos, hoje, Maria, desprendendo de suas mãos raios luminosos. "Estes raios, disse ela, são a figura das graças que derramo sobre todos aqueles que me pedem e aos que trazem com fé minha medalha".
Não desperdicemos tantas graças! Peçamos com fervor, humildade e perseverança, e Maria Imaculada no-las alcançará.
            6º Dia - 3º Aparição - Contemplemos Maria, aparecendo à Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, e mandando cunhar uma medalha, prometendo a todos que a trouxerem com devoção e amor, muitas graças. Guardemos fervorosamente a Santa Medalha e como escudo, ela nos protegerá nos perigos.
            7º Dia - Súplica - Ó Virgem Milagrosa, Rainha excelsa, Imaculada Senhora, sede meu refúgio nesta terra, meu consolo nas tristezas e aflições, minha fortaleza e advogada na hora da morte.
            8º Dia - Súplica - Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais, iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem, e abrazem meu coração com vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.
            9º Dia - Súplica - Ó Mãe Imaculada, fazei que a cruz de vossa Medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e me conduza à vida eterna.
 
Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.

Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e de espírito a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.
Salve N.S. das Graças!
Estela Márcia (Adaptações)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ALEGRIA do ANO DA FÉ!

Retiro do Silêncio para os Jovens (03 de novembro de 2012)
Decanato Beato José de Anchieta - Diocese de Petrópolis



As núpcias do Rei.O noivo está chegando. Ide ao seu encontro! (Mt 25,6).

Salmo 44

2. Transbordam palavras sublimes do meu coração. Ao rei dedico o meu canto. Minha língua é como o estilo de um ágil escriba.
3. Sois belo, o mais belo dos filhos dos homens. Expande-se a graça em vossos lábios, pelo que Deus vos cumulou de bênçãos eternas.
4. Cingi-vos com vossa espada, ó herói; ela é vosso ornamento e esplendor.
5. Erguei-vos vitorioso em defesa da verdade e da justiça. Que vossa mão se assinale por feitos gloriosos.
6. Aguçadas são as vossas flechas; a vós se submetem os povos; os inimigos do rei perdem o ânimo.
7. Vosso trono, ó Deus, é eterno, de eqüidade é vosso cetro real.
8. Amais a justiça e detestais o mal, pelo que o Senhor, vosso Deus, vos ungiu com óleo de alegria, preferindo-vos aos vossos iguais.
9. Exalam vossas vestes perfume de mirra, aloés e incenso; do palácio de marfim os sons das liras vos deleitam.
10. Filhas de reis formam vosso cortejo; posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir.
11. Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o teu povo e a casa de teu pai.
12. De tua beleza se encantará o rei; ele é teu senhor, rende-lhe homenagens.
13. Habitantes de Tiro virão com seus presentes, próceres do povo implorarão teu favor.
14. Toda formosa, entra a filha do rei, com vestes bordadas de ouro.
15. Em roupagens multicores apresenta-se ao rei, após ela vos são apresentadas as virgens, suas companheiras.
16. Levadas entre alegrias e júbilos, ingressam no palácio real.
17. Tomarão os vossos filhos o lugar de vossos pais, vós os estabelecereis príncipes sobre toda a terra.
18. Celebrarei vosso nome através das gerações. E os povos vos louvarão eternamente.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
 


Vinde Senhor Jesus!
Estela Márcia

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! (Lc 19,42a)


”Naquele tempo, quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: ‘Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”. (Lucas 19,41-44)
Lucas relata neste evangelho a dor humana na qual fez Jesus chorar ao contemplar, do Horto da Oliveira, a cidade de Jerusalém, que dentro em breve seria sitiada, pouco menos de quarenta anos depois, seguida da diáspora. Neste mesmo lugar, nos dias atuais, está situada a Igreja Dominus Flevit - traduzido do latim como "O Senhor Chorou" - que foi construída em forma de gota de lágrima para representar as lágrimas de Jesus Cristo. O templo é um dos mais recentes em Jerusalém. Durante sua construção, arqueologistas descobriram artefatos datados do período cananeu, assim como tumbas do período relativo ao Segundo Templo e à era bizantina.
Se no plano histórico e físico percebemos a dor do Senhor pela ingratidão de Jerusalém, o que não dizermos dos cristãos que, apesar de batizados, se tornam indiferentes a Sua Cruz Redentora e as Graças derramadas a partir de Seu Sacratíssimo Coração que se doa continuamente por cada um?
Penso não haver diferença entre um povo que se dignou não reconhê-Lo como Filho de Deus e enviado ao mundo para salvá-lo prostituindo-se com outros deuses, e, um cristão que, sendo batizado, ou tendo se encontrado com o Senhor, derepente o abandona  para dar vazão ás paixões humanas. Também esses que se deixam levar pelo relativismo social e ideológico, fazem o Senhor chorar, renovam a Sua dor e atualizam a Sua Cruz.
Deixemo-nos ser esclarecidos pelo Senhor Jesus que com o Seu Espírito Santo, poderá renovar a nossa vocação e o nosso chamado a ser autênticos cristãos. Que este tempo forte da liturgia nos faça proclamar o Reinado de Jesus em nossas vidas e na vida dos nossos irmãos, reconhecendo que somente Ele pode nos trazer a paz de que precisamos.
Deus nos abençoe! N. Senhora interceda por nós!
                                                                                                          Estela Márcia

 


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Converte-te e volta à tua prática inicial (Ap 1,5b)

"Conheço a tua conduta, o teu esforço e a tua perseverança. Sei que não suportas os maus. Puseste à prova alguns que se diziam apóstolos e descobriste que não eram apóstolos, mas mentirosos. És perseverante. Sofreste por causa do meu nome e não desanimaste. Todavia, há uma coisa que eu reprovo: abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste! Converte-te e volta à tua prática inicial. Se, pelo contrário, não te converteres, virei depressa e arrancarei o teu candelabro do seu lugar." (Ap. 1,2-5)
 
             É de impressionar esta palavra de Ciência do Senhor Jesus à comunidade de Éfeso. Comunidade de bom testemunho cristão, esforçada e perseverante, e que sofreu afrontas pelo Nome de Jesus sem desanimar. Porém, pelo fato de ter vivido tantas experiências boas, e, muitas vezes não tão boas, acostumou-se com a assistência do Senhor, de suas graças e até mesmo da companhia dos irmãos, levando-a a acomodação. Sim, acomodação que enfraqueceu o amor, a adoração e a alegria de pertença ao Senhor. Por isso, Jesus declara a reprovação e insiste na conversão, no retorno 'ao primeiro amor'.
            A experiência da comunidade de Éfeso é também a de muitos de nós cristãos que, diante dos hábitos diários, incorremos na acomodação religiosa e no enfraquecimento espiritual. Esta palavra vem de encontro às necessidades mais corriqueiras daqueles que se afastam do Senhor mesmo permanecendo na Igreja, nas pastorais e nos movimentos eclesiais.
 
            Cuidados indispensáveis, reclamado por Jesus a João no início do livro de Apocalipse, e, ensinado por muitos místicos, é a vida de oração. O encontro diário com o Senhor das almas através da oração é a recarga de amor que precisamos para 'permanecer no Amor'. O Senhor quer insistir conosco. Ele deseja que a volta ao 'primeiro amor' seja uma volta de conversão com uma profunda reconciliação a partir da queda, para que assim, a reconstrução espiritual seja digna de se manter com as luzes do 'Candelabro". Por isso Ele vai nos dizer: "Lembra-te de onde caíste! Converte-te e volta à tua prática inicial. Se, pelo contrário, não te converteres, virei depressa e arrancarei o teu candelabro do seu lugar." (Ap. 1,5). Vale lembrar que o candelabro é figura do Espírito Santo desde o Antigo Testamento. Ele é um castiçal com vários braços. Mas para os judeus, o candelabro de sete braços encontra-se ligado a sua cultura (Ex 27). Lá, encontra-se o detalhamento de uma peça desse tipo a ser confeccionada para o templo, sobre a qual repousaria o Espírito de Deus - o mesmo é conhecido pelo nome de Menorá. Busquemos a conversão que o Senhor nos convida neste final de ano litúrgico. Procuremos manter o nosso 'candelabro' aceso com as suas sete velas, as velas do Espírito Santo, nas quais estarão os seus sete dons capacitando-nos a conversão sempre que cairmos.
            Que o Senhor e a Senhora do Céu estejam presentes em nossos propósitos de conversão!
            Estela Márcia 19 e 20/11/2012.