"1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no
tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando:
“Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente
e viemos adorá-lo”. 3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado,
assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos
sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles
responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6’E
tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades
de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu
povo’”. 7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber
deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os
enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o
menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9Depois
que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia
adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.10Ao
verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11Quando
entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram.
Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados
em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo
outro caminho." (Mt 2,1-12)
domingo, 6 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
"Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado..." (IJo 3,9a)
A liturgia diária - na Primeira
Carta de São João - tem nos chamado a atenção quanto ao nosso comportamento
cristão. Comportamento que supõe a essência do ser daquele que é considerado
Filho de Deus. De forma clara S. João qualifica as nossas ações e nossas
escolhas, e acaba por nos alertar e esclarecer que ser filho de Deus é viver a
prática do amor, da justiça e da verdade, sempre confiando em Deus.
É
impossível pecado e justiça caminharem juntos, pois o pecador expõe e nega a
justiça e a verdade, já que a palavra justiça completa a ideia de verdade e
vice-versa. São João é duro em afirmar que 'aquele que comete pecado é do
diabo'. A categoria a que nos enquadramos está no fato de que pertencer a Deus
exige de nós inúmeras renúncias - pequenas ou grandes - e ainda, que todas as
ações do 'filho de Deus' se dispõem por um caminho de escolhas que adotem a
vida em sua plenitude, ao contrário do pecado, que em todas as suas instâncias
- pequenos ou grandes - sempre se revelarão um caminho de morte e de negação de
Deus.
Com
insistência, São João na sua primeira carta vem traduzir 'justiça' como
essência de Deus, e pecado, como natureza do diabo, "7Filhinhos, que ninguém vos desencaminhe. O que pratica a
justiça é justo, assim como ele é justo. 8Aquele que comete o pecado
é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Para isto é que o Filho
de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. 9Todo aquele
que nasceu de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus fica nele; ele
não pode pecar, pois nasceu de Deus. 10Nisto se revela quem é filho
de Deus e quem é filho do diabo: todo o que não pratica a justiça não é de
Deus, nem aquele que não ama seu irmão". (IJo 3)
As obras de
morte não são de Deus, por isso, no mundo em que vivemos precisamos estar
atentos para o que nos é oferecido, pois existem pessoas e situações que nos
conduzem à vida, e outras que nos conduzem à morte. A diferença está em que
existem situações mundanas que podem ser confundidas com bens criados por Deus,
mas que na realidade se disfarçam de boas. Estas, nos vem com armadilhas reais das
trevas e da morte, por exemplo, as situações das novelas que apelam para
traição, desunião, maldades e mentiras que acabam deformando o caráter de
adolescentes, jovens, pais e mães de família que acabam perdendo o fundamento
da verdade que devemos crer.
Examinemos
as nossas atitudes e escolhas e lancemos um olhar puro para as Sagradas
Escrituras, a fim de julgarmos bem aquilo que queremos e precisamos ser.
Termino com os versículos de São João que poderão nos ajudar a nos reconhecer
melhor como filhos de Deus, do Deus que é Amor: "16Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a
sua vida por nós. Portanto, também nós devemos dar a vida pelos irmãos. 17Se
alguém possui riquezas neste mundo e vê o seu irmão passar necessidade, mas,
diante dele fecha o seu coração, como pode o amor de Deus permanecer nele? 18Filhinhos,
não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade! 19Aí
está o critério para saber que somos da verdade e para sossegar diante dele o
nosso coração, 20pois se o nosso coração nos acusa, Deus é maior que
o nosso coração e conhece todas as coisas. 21Caríssimos, se o nosso
coração não nos acusa, temos confiança diante de Deus." (IJo 3)
Estela Márcia
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Dois de Janeiro: Salve o nascimento da Princesinha do Carmelo!
ALENÇON (1873-1877)
Nasce Maria Francisca Teresa Martin, à Rua Sainte-Blaise, 36, hoje 42.
04/01/1873
Batismo na igreja de Nossa Senhora, pelo Pe. Lucien Dumaine. Padrinhos: a irmã mais velha, Marie (13 anos) e Paul Albert Boul (13 anos).
14/01/1873
Primeiro sorriso à sua mãe.
15/03 ou 16/03/1873
Partida para Semallé (Orne), casa de Rosa Taillé, a fim de ser amamentada.
02/04/1874
Retorna definitivamente para sua casa.
24/06/1874
Começa a falar quase tudo.
29/03/1875
Viagem com a mãe até Mans para visitar Irmã Maria Dositéia, no mosteiro da Visitação
16/07/1876
Primeiro retrato. Faz beicinhos para o fotógrafo.
24/12/1876
Sua mãe, Zélia Martin, consulta com Dr. Notta, em Lisieux, a respeito de seu tumor no seio. Não é mais possível fazer uma cirurgia.
03/04/1877
Aos quatro anos: "Serei religiosa em um claustro".
04/04/1877
Primeiro escrito de Teresa: um bilhete a Luisa Madalena, amiga de Paulina.
18 a 23/06/1877
Sra. Martin, Maria, Paulina e Leônia fazem uma peregrinação a Lourdes
28/08/1877
Morre da Sra. Martin
29/08/1877
Sepultamento da Sra. Martin. Teresa escolhe Paulina como sua segunda mãe.
Chegada de Teresa e suas irmãs a Lisieux, aos cuidados do tio Guérin
16/11/1877
Instalação nos Buissonnets
30/11/1877
Chega o pai, Sr. Louis Martin
08/08/1878
Pela primeira vez, Teresa vê o mar, em Trouville
Verão de 1879 (ou em 1880)
Visão profética a respeito da provação de seu pai
01/12/1880
Primeira carta (que se conserva) que ela escreveu sozinha (a Paulina)
12/01/1882
Inscrição na Obra da Santa Infância
16/02/1882
Paulina decide ingressar no Carmelo
verão 1882.
Fica sabendo da partida próxima de Paulina. Sente-se chamada ao Carmelo. Fala com Madre Maria de Gonzaga
Outubro 1882
O nome Teresa "do Menino Jesus" lhe é proposto por Madre Maria de Gonzaga.
25/03/1883
Páscoa. Sr. Martin, Maria e Leônia estão em Paris. Teresa adoece na casa dos Guérin. Tremores nervosos, alucinações
06/04/1883
Tomada de hábito de Paulina (Irmã Inês de Jesus). Teresa pôde abraçar sua irmã no locutório.
07/04/1883
Recaída, nos Buissonnets.
13/05/1883
Pentecostes. Sorriso da Virgem, cura repentinamente Teresa.
01/10/1883
Ano de preparação para a Primeira Eucaristia.
02/04/1884
Exame do catecismo
04/05/1884
Retiro preparatório de quatro dias.
07/05/1884
Confissão geral
08/05/1884
Primeira Eucaristia na Abadia das Beneditinas. Profissão de Irmã Inês de Jesus no Carmelo.
22/05/1884
Comunga pela segunda vez.
14/06/1884
Crisma, por Dom Hugonin, bispo de Bayeux, na Abadia. Madrinha: Leônia, sua irmã.
25/09/1884
Inscreve-se na Confraria do Santo Rosário
14/12/1884
Teresa é nomeada Conselheira da Associação dos Santos Anjos, na Abadia.
26/04/1885
Inscreve-se na Confraria da Sagrada Face de Tours
15/10/1885
Inscreve-se no Apostolado da Oração
02/02/1886
Recepção como aspirante das Filhas de Maria.
15/10/1886
Entrada de Maria no Carmelo (Irmã Maria do Sagrado Coração de Jesus)
25/12/1886
Aos trezes anos, depois da Missa da Meia Noite, Graça da Conversão, nos Buissonnets.
29/05/1887
Pentescostes. Teresa consegue do pai licença para ingressar no Carmelo aos quinze anos de idade.
31/10/1887
Visita a Dom Hugonin, em Bayeux, para solicitar ingresso no Carmelo.
20/11/1887
Audiência de Leão XIII. Teresa apresenta seu pedido ao Papa.
28/12/1887
Resposta favorável de Dom Hugonin à priora do Carmelo, Me. Maria de Gonzaga, para admissão de Teresa.
01/01/1888
Resposta positiva, mas o Carmelo delonga em três meses a entrada de Teresa, para depois da Quaresmas.
09/04/1888
Festa da Anunciação. Entrada de Teresa no Carmelo de Lisieux.
Postulantado
abril 1888
ocupação: rouparia. Deve também varrer um dormitório.
28/05/1888
Confissão geral ao Pe. Pichon
fim de outubro de 1888
Teresa é admitida pelo Capítulo Conventual à tomada de hábito.
Novembro de 1888
em razão do estado de saúde do Sr. Martin, a tomada de hábito de Teresa é adiada
10/01/1889
Tomada de hábito. Última festa para o Sr. Martin. Teresa acrescenta "da Santa Face" ao seu nome religioso.
10/01/1889 a 24/09/1890
Noviciado
Janeiro 1889
Ocupação: refeitório, com Irmã Inês de Jesus e serviço de vassoura.
Julho 1889
Teresa recebe uma graça marial no eremitério de Santa Madalena e "semana do silêncio".
Janeiro 1890
Retardamento da profissão de Teresa. Ela lê Les fondements de la vie spirituelle, do Pe. Surin.
28/08/1890
início do retiro para profissão. Secura espiritual.
02/09/1890
Exame canônico na capela.
07/09/1890
Teresa duvida de sua vocação
08/09/1890
Profissão de Teresa. "Inundada de um rio de paz"
10/02/1891
Designada como segunda sacristã com Irmã Santo Estanislau
07 a 15/10/91
Retiro pregado pelo franciscano Fr. Alexis Prou. Teresa é lançada "nas ondas da confiança e do amor"
12/05/1892
Última visita do Sr. Martin ao locutório.
02/02/1893
Compõe sua primeira poesia, O orvalho Divino.
20/02/1893
Eleição de Madre Inês como Priora. Teresa torna-se auxiliar da Mestra de Noviças, Madre Maria de Gonzaga.
02/01/1894
Atinge a maioridade. Compõe "A Missão de Joana d'Arc"
Primavera 1894
Começa a sofrer da garganta
29/02/1894
Morte do Sr. Martin no Castelo de La Musse (Eure), às 8h e 15m.
Dezembro 1894
Recebe da Madre Inês de Jesus a ordem de escrever suas memórias.
1895
ano da redação do Manuscrito A
abril 1895
Confidencia a Irmã Teresa de Santo Agostinho: "Morrerei em breve".
09/06/1895
Recebe, durante a missa, a inspiração de oferecer-se ao Amor Misericordioso.
11/06/1895
Faz, com Celina, a oblação do Amor, diante da Virgem do Sorriso.
17/10/1895
Teresa é designada, por Madre Inês, irmã espiritual do Pe. Maurício Bellière, seminarista e aspirante a missionário.
20/01/1896
Teresa entrega a Madre Inês o Manuscrito A.
21/03/1896
Difícil eleição (sete dias) de Madre Maria de Gonzaga. Teresa é confirmada no cargo de Mestra auxiliar no noviciado. Outros ofícios: sacristia, pintura, rouparia (com Maria de São José).
2 a 3/03/1896
Noite de Quinta para Sexta-feira Santa: primeira hemoptise, na cela.
05/04/1896
Entrada "nas mais densas trevas", provação da fé, que durará até sua morte.
30/05/1896
Madre Maria de Gonzaga confia a Teresa um segundo irmão espiritual: Pe. Roulland, das Missões Estrangeiras.
08/09/1896
Redação da segunda parte do Manuscrito B
Início de abril 1897
Gravemente enferma.
06/04/1897
Início das Últimas Palavras.
03/06/1897
Redação do Manuscrito C, por ordem de Madre Maria de Gonzaga.
08/07/1897
Teresa desce para a enfermaria. Manuscrito C inacabado
30/08/1897
Última fotografia, no claustro
14/09/1897
Desfolha uma rosa sobre o crucifixo.
29/09/1897
Agonia. Confissão ao Pe. Faucon.
30/09/1897
Morte de Teresa, diante da comunidade reunida, por volta das 19h e 20m.
04/10/1897
Sepultamento no Cemitério de Lisieux
Publicação de 2000 exemplares de "História de uma Alma".
26/05/1898
Reine Fauquet, menina cega de quatro anos de idade é curada sobre o túmulo de Teresa.
14/08/1921
Bento XV promulga o Decreto sobre a heroicidade das Virtudes da Venerável Serva de Deus.
29/04/1923
Beatificação da Irmã Teresa do Menino Jesus por Pio XI.
17/05/1925
Solene Canonização na Basílica de São Pedro, em Roma.
14/12/1927
Proclamada Padroeira Universal das Missões.
03/05/1944
Nomeada Padroeira secundária da França, juntamente com Santa Joana d'Arc.
30/09/1997
Primeiro Centenário de Sua Morte.
19/10/1997
Solene Proclamação como Doutora da Igreja, pelo Papa João Paulo II.
13/12/1997
A urna com suas relíquias chega ao Brasil para peregrinar por várias dioceses, trazida pelo Cardeal Primaz Dom Lucas Moreira Neves.
30/09/1998
Primeiro Centenário da Publicação de "História de uma Alma".
Santa Teresinha e a glória ao Sagrado Coração de Jesus - 1ª Sexta-feira do Ano/2013

"Meu Deus, eu vos ofereço todas as minhas ações hoje,
nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus; quero santificar as
batidas de meu coração, meus pensamentos e obras mais simples, unindo-os aos
seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas, lançando-as na fornalha de seu
Amor Misericordioso. Ó meu Deus, peço-vos, para mim e para os que me são caros,
a graça de cumprir com perfeição vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor
as alegrias e os sofrimentos desta vida passageira, para que estejamos, um dia,
reunidos no Céu, por toda a eternidade. Assim seja."
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
Estela Márcia
04 de janeiro de 2013 / 1ª sexta-feira do mês
e do ano.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O Mistério da Encarnação é Mistério do Amor de Deus por nós
O Mistério
da Encarnação ao qual estamos celebrando, ainda por assim dizer, nestes
primeiros dias do ano, traz em si a filiação que todos os batizados recebem a
partir do Filho de Deus que 'se fez carne e habitou entre nós' (Jo 1,14a), como
vai nos dizer São João. Então, diante desse Mistério de Deus se fazendo carne
humana há algo imensamente importante para o nosso pequeno entendimento, o Amor
que é próprio Deus, vem ao mundo para ensinar o homem a amar. Se o Mistério da
Encarnação é profundo demais para o conhecimento humano apreender, também com
ele, se encontra o Mistério do Amor com que Deus veio nos trazer.
São João, o
apóstolo do Amor, procura nos dar uma precisão para este Amor ao dizer-nos: "Vede, que grande presente de amor o Pai nos
deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! " (Jo 3,1) Sim
amados, é presente de Amor. É Mistério de Amor o que o Pai nos deu. Ele deu de
si, deu-nos o Seu Filho único, gerado Nele e com Ele. Do alto da Majestade
Trinitária, o Amor se deu de si mesmo, dando-nos Jesus como carne no seio da
Virgem Maria. O Pai, querendo-nos como filho, nos deu seu Filho para nascer e
morrer por nós.
A realidade
é esta, somos filhos do Amor, pois 'Deus é Amor' (IJo 4,16). É nesta dimensão
que precisamos refletir sobre "o duplo sentido da caridade", meditado
e ensinado por Santo Agostinho. Ele vem nos lembrar que precisamos manter na
mente e no coração o fundamento do amor. E diz: "Veio o Senhor, mestre da caridade, cheio de caridade, cumprir
prontamente a palavra sobre a terra (Rm 9,28), como dele foi anunciado, e sintetizou a lei e os profetas
nos dois preceitos da caridade. Recordai comigo, irmãos, quais são esses dois
preceitos. É preciso que os conheçais profundamente, de tal modo que não vos
venham à mente só quando vo-los lembramos, mas os conserveis sempre bem
gravados em vossos corações. Recordai-vos em todo momento de que devemos amar a
Deus e ao próximo: a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa
alma, e de todo o nosso entendimento; e ao próximo como a nós mesmos (Mt 22,37-39)." (O duplo sentido
da caridade, do Tratado sobre o Evangelho de São João, de Santo Agostinho -
Séc. V)
O Mistério da Encarnação é o
Mistério do Amor de Deus por nós, disso não podemos ter dúvida. Afirmamos ainda
que a síntese de toda a doutrina cristã está baseada no amor. É no amor que se
explica toda a vida e a obra de salvação de Jesus Cristo feito homem. E Nele se
encontra o fundamento da doutrina pregada e vivida por Ele em todos os
evangelhos.
Lembremos
que a doutrina do Amor é um chamado para todos os cristãos. Ela precisa ser
vivida por todos os filhos Deus. Assim, somos chamados a amar a Deus e ao próximo,
e se preciso for, recomeçar tudo de novo em nós a partir desse amor.
Diante deste Mistério de Amor nos remetemos a Santa Teresinha, a doutora da pequena via do Amor, que aprendeu com Jesus, como ninguém, a viver e a mergulhar neste Mistério de vida e de entrega ao seu eterno esposo. Através da Virgem Maria e a princesinha do Carmelo - Santa Teresinha - nos unamos para clamar a doce experiência do Amor de Deus no profundo desejo de sermos os aprendizes que o Senhor deseja.
Estela Márcia
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
A Maternidade Divina e Virginal de MARIA
Julga-se
que o título Theotókos, Mãe de
Deus, aparece pela primeira vez, na literatura cristã, nos escritos de Orígenes
(†250). Foi solenemente proclamado pelo Concílio de Éfeso (431) (BETTENCOURT,
2004).
Em
que sentido Maria é a Mãe de Deus? Toda mãe é mãe de uma pessoa. A Pessoa que
nasce de Maria é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que dela assumiu a
carne humana. Maria, porém, não é mãe apenas da carne humana, mas de toda a
realidade do seu Filho, o Verbo encarnado. Daí dizer-se que Maria é Mãe de
Deus, mas enquanto Deus feito homem.
Deus
escolheu Maria, por benevolência ou gratuidade, para ser Mãe Santa. Portanto,
encheu-a de graça. Maria correspondeu fielmente ao dom de Deus, dizendo-se e
fazendo-se a serva do Senhor (cf. Lc 1,38. 44). Maria foi escolhida como filha
de Sião ou como membro de um povo chamado a gerar o Messias. Isto quer dizer
que o Sim de Maria é o Sim de uma coletividade; é o Sim de todo o gênero humano, chamado a se
prolongar na Igreja através dos séculos (BETTENCOURT, 2004).
Maria
concebeu o Filho de Deus de maneira livre e generosa. Para isto, devia ter
certo conhecimento do dom e da missão que lhe eram propostos (não se tratava de
conhecimento pleno; (cf. Lc 2,50). Maria é privilegiada, mas ela se intitula “servidora de Deus e dos homens” (cf. Lc
2,38. 48). O próprio Jesus ensinou que “o
maior deve ser como aquele que serve” (cf. Lc 22,26; Jo 12,13-15).
Desde
remota época a Igreja professa que Maria é sempre virgem (no sentido físico).
Esta verdade pertence ao patrimônio da fé, como declarou, em conformidade com a
Tradição, o Papa Paulo V (aos 7/08/1555): “A
bem-aventurada Virgem Maria foi verdadeira Mãe de Deus, e guardou sempre
íntegra a virgindade, antes do parto, no parto e constantemente depois do
parto” (DS 1880 [993]).
A
doutrina da concepção virginal de Maria começa a ter sentido quando abordada de
modo contemplativo no contexto da encarnação. As narrativas da infância de
Mateus e Lucas são as únicas fontes que falam da concepção virginal de Jesus.
Elas testemunham que Maria concebeu Jesus pelo poder da sombra do Espírito
Santo sem intervenção masculina (cf. Lc 1,26-38; Mt 1,18-25). Os dois autores
estão indicando o interesse na concepção virginal como sinal de escolha e graça
divinas. A descrição extraordinária do nascimento de Jesus entra no
discernimento cristológico de que Jesus é Filho de Deus, o Messias, desde o
nascimento.
Assim,
a doutrina da virgindade de Maria é indicativo das origens de Jesus no mistério
de Deus que não se explicita apenas por ascendência humana, mas pela iniciativa
criadora de Deus. Maria é virgem e mãe. Maria Virgem porque se guardou íntegra
para Deus. Virgem por guardar íntegra a Palavra de Deus: “Faça-se em mim…”. Por
isso é também a “sempre virgem Maria”:
avançou íntegra na “penumbra da não-visão”; avançou em “peregrinação de fé”
(LG 58).
SANTA MARIA MÃE DE
DEUS, rogai por nós!
Estela Márcia
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