sábado, 27 de setembro de 2014

“Deus ama os pobres, também ama aqueles que os amam” – São Vicente de Paulo.

(Outubro de 2013, Paris - França)

Hoje 27 de Setembro, a Igreja celebra a memória de SÃO VICENTE DE PAULO, PRESBÍTERO. Nasceu na Aquitânia em 1581. Completados os estudos e ordenado sacerdote, exerceu o ministério paroquial em Paris. Fundou a Congregação da Missão(Lazaristas), destinada à formação do clero e ao serviço dos pobres. Coma ajuda de Santa Luísa de Marilac instituiu também a Congregação das Filhas da Caridade. Morreu em Paris no ano 1660. Ele está entre as dezenas de santos “incorruptos” da Igreja. Sua Igreja se encontra em Paris, no mesmo bairro da Igreja de Nossa Senhora das Graças - da “Medalha Milagrosa” (140, rue do Bac, 75007 – Paris), na qual guarda os corpos - também “incorruptos”, de suas “Filhas da Caridade”, Santa Luiza de Marilac e Santa Catarina Labouré, esta última, teve a experiência com as aparições de Nossa Senhora das Graças, no séc. XIX.
            Os escritos de São Vicente indica-nos o caminho seguro para o Céu, através da caridade, diz ele, ‘a caridade é maior do que quaisquer regras, que, além do mais, devem todas tender a ela. E como a caridade é uma grande dama, faz-se necessário cumprir o que ordena.’  É possível afirmar que seus escritos exalam o perfume da caridade. Vale a pena ler e meditar os seus conceitos a respeito dos considerados pobres. 
“Não temos de avaliar os pobres por suas roupas e aspecto, nem pelos dotes de espírito que pareçam ter. Com frequência são ignorantes e curtos de inteligência. Mas muito pelo contrário, se considerardes os pobres à luz da fé, então percebereis que estão no lugar do Filho de Deus que escolheu ser pobre. De fato, em seu sofrimento, embora quase perdesse a aparência humana – loucura para os gentios, escândalo para os judeus – apresentou-se, no entanto, como o evangelizador dos pobres: Enviou-me para evangelizar os pobres (Lc 4,18). Devemos ter os mesmos sentimentos de Cristo e imitar aquilo que ele fez: ter cuidado pelos indigentes, consolá-los, auxiliá-los, dar-lhes valor. 
Com efeito, Cristo quis nascer pobre, escolheu pobres para seus discípulos, fez-se servo dos pobres e de tal forma quis participar da condição deles, que declarou ser feito ou dito a ele mesmo tudo quanto de bom ou de mau se fizesse ou dissesse aos pobres. Deus ama os pobres, também ama aqueles que os amam. Quando alguém tem um amigo, inclui na mesma estima aqueles que demonstram amizade ou prestam obséquio ao amigo. Por isto esperamos que, graças aos pobres, sejamos amados por Deus. Visitando-os, pois, esforcemo-nos por entender os pobres e os indigentes e, compadecendo-nos deles, cheguemos ao ponto de poder dizer com o Apóstolo: Fiz-me tudo para todos (1Cor 9,22). Por este motivo, se é nossa intenção termos o coração sensível às necessidades e misérias do próximo, supliquemos a Deus que derrame em nós o sentimento de misericórdia e de compaixão, cumulando com ele nossos corações e guardando-os repletos. 
Deve-se preferir o serviço dos pobres a tudo o mais e prestá-lo sem demora. Se na hora da oração for necessário dar remédios ou auxílio a algum pobre, ide tranquilos, oferecendo a Deus esta ação como se estivésseis em oração. Não vos perturbeis com angústia ou medo de estar pecando por causa de abandono da oração em favor do serviço dos pobres. Deus não é desprezado, se por causa de Deus dele nos afastarmos, quer dizer, interrompermos a obra de Deus, para realizá-la de outro modo. 
Portanto, ao abandonardes a oração, a fim de socorrer a algum pobre, isto mesmo vos lembrará que o serviço é prestado a Deus. Pois a caridade é maior do que quaisquer regras, que, além do mais, devem todas tender a ela. E como a caridade é uma grande dama, faz-se necessário cumprir o que ordena. Por conseguinte, prestemos com renovado ardor nosso serviço aos pobres; de modo particular aos abandonados, indo mesmo à sua procura, pois nos foram dados como senhores e protetores.” (Dos Escritos de São Vicente de Paulo, presbítero - Cf. Correspondance, Entretiens, Documents, ed. P. Coste, Paris 1920-1925, passim - séc.XVII)
Com a Igreja rezemos: “Ó Deus, que, para socorro dos pobres e formação do clero, enriquecestes o presbítero São Vicente de Paulo com as virtudes apostólicas, fazei-nos, animados pelo mesmo espírito, amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.” Amém!
São Vicente de Paulo, rogai por nós!
Estela Márcia
Fotos: Outubro de 2013
Capela de São Vicente - Paris, França.

 

 

 

 
 

 










Santa Catarina Labouré - Séc. XIX

 Santa Luiza de Marilac - Séc.XVI

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